quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Promessa de início de ano e A Cura

O Entre Breaks está meio abandonado, admito. Tenho me dedicado muito mais ao CinePipocaCult e pouco tenho escrito por aqui. A verdade é que a televisão brasileira esse ano não me empolgou muito. Por opção editorial, preferi não falar de séries americanas aqui, outra paixão recente minha, então, ficou meio sem assunto. 2011 promete ser um pouco melhor. Logo estreia a nova novela de Gilberto Braga, autor que escolhi para estudo de mestrado e volta O Clone no Vale a Pena Ver de Novo. Vale Tudo continua também firme na reprise do canal Viva. Tentarei postar algo por aqui, pelo menos uma vez por mês. Para não ficar só na promessa, resgato a melhor coisa que vi na televisão brasileira em 2010, a série A Cura, da Rede Globo.


A Cura começou em 10 de agosto de 2010, com episódios seriados sempre às terças-feiras. Escrita por João Emanuel Carneiro e Marcos Bernstein, direção de Ricardo Waddington e Gustavo Fernandez e fotografia de Ricardo Gaglianone contava duas histórias paralelas em tempos distintos. No século XVIII, o garimpeiro Silvério, um homem sem escrúpulos que mata o amigo ao encontrarem um diamante e começa seu império maltratando escravos, enganando a coroa portuguesa e subjugando quem se aproxima. Nos tempos atuais, Dimas retorna a cidade natal onde é considerado um assassino. Quando criança ele foi encontrado retalhando um colega que havia caído de uma árvore. Sua família é descendente de Silvério que é visto como um benfeitor local e esta parece, a princípio, a única ligação dos dois tempos. Acontece que a cidade guarda outro mistério: o médico Otto, visto como curandeiro por uns e assassino por outros, tem na voz de Edelweiss sua maior defensora. Ela é quem diz a Dimas que ele veio para terminar o trabalho de seu antecessor, pois tem o mesmo dom de cura.

A série começou com essa trama de mistério base: Dimas tem um dom da cura ou é um esquizofrênico perigoso? E Otto? E qual a ligação de ambos com a história do século XVIII? Não é a primeira vez que João Emanuel Carneiro e Ricardo Waddington têm, na identidade do seu protagonista, o suspense que sustenta uma história. A telenovela A Favorita baseava-se na dúbia personalidade de Flora e Donatela, uma das duas estava mentindo e o público só descobriu isso no capítulo trinta. Em A Cura, eles foram além, pois várias eram as possibilidades. Apenas no penúltimo episódio as pistas levaram a uma dedução que se confirmou no último episódio da temporada. Agora o público sabe quem é Dimas, quem é Otto, quem foi Silvério e quem foi o menino Ezequiel que apareceu na trama do século XVIII no final do terceiro episódio. Resta saber o que nos reserva a segunda temporada. Pois, se os mistérios terminaram, o suspense da primeira temporada muda de foco, veremos uma caçada ao monstro e não mais uma rede a ser desvendada.

É de se admirar o que a equipe fez nesses nove episódios. O roteiro bem amarrado nos deixava em suspense constante. A direção e a fotografia colaboravam com a construção dos efeitos característicos. A câmera subjetiva, as penumbras, a trilha. A Cura é, sem dúvidas, uma série para marcar a história da teledramaturgia da Rede Globo. O elenco também estava afinado. Selton Mello e Juca de Oliveira criaram um embate interessante, sendo muito mais complicado de compreender que um deles era um assassino a princípio. Andreia Horta chega à emissora após o sucesso como Alice da HBO e consegue dar conta de sua Rosângela. Mesmo o preferido do autor, Carmo Dalla Vecchia, consegue trazer alguma verdade ao seu monstruoso Silvério, apesar dos trejeitos exagerados. Ary Fontoura é outro destaque como o médico cético Turíbio. E Eunice Braulio rouba a cena como a bisbilhoteira Nonoca. Ela é o ponto de apoio do telespectador, dando voz aos comentários da cidade e detalhando alguns mistérios passados. Além de ser o alívio cômico ao viver no telefone sem vender um único objeto de sua loja aos turistas.

No geral, A Cura surpreende em todos os aspectos. Por ser um projeto de história totalmente seriada, não apenas com episódios dependentes, mas com temporadas que não se encerram. Ao contrário de Som&Fúria que tem um final ao término da temporada, apesar da possibilidade de continuação. Ou de outras séries que a Globo vem testando como Força Tarefa, onde cada episódio se encerra em si, apesar do arco dramático dos personagens ter uma evolução durante a temporada. Com um bom aparato técnico de roteiro, direção, fotografia, som e elenco, além de uma força nos ganchos, A Cura deixa a expectativa para sua continuação. Torçamos para que não demore muito e que mantenha o nível da primeira.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

O segredo de Gerson

Segunda-feira, Passione exibiu o capítulo em que Gérson, personagem de Marcello Antony, revela o seu segredo. Depois de muitos boatos, expeculações e até brincadeiras com candidatos a eleição, a revelação foi morna, previsível. Estava claro que era ligado a sexo e a traumas do personagem que já tinha confessado ter sofrido abusos na infância. A pedofilia, levantada desde o início não se concretizou, não sabemos até que ponto foi censura ou escolha de Sílvio de Abreu. O fato é que ao ouvir Gérson contar a seu terapeuta que via imagens de "sexo sujo", e aí vai da imaginação fértil de cada telespectador imaginar quão sujo são essas imagens, não teve tanto impacto.

No final era apenas um mistério previsível que acaba não afetando totalmente a narrativa. Não que isso seja legal, correto e tal. Mas, é um problema psicológico do personagem que não afeta o mundo, ele não abusa de crianças, não faz sexo forçado com ninguém, não tem prazer em ver pessoas sendo torturadas e mortas como os filmes snurfs que foi outra suposição da mídia. Ou seja, ele não vai ser preso por isso, nem responder a processo. O sexo é o assunto mais procurado na internet e, como Gerson, existem milhares de pessoas doentes inofensivas para sociedade. A novela perdeu uma oportunidade de discutir assuntos muito mais polêmicos e perigosos. Depois de tantos meses de mistério, era o que o telespectador esperava, vide a reação de famosos.

Agora é mais do que compreensível a reação de Diana. Afinal, quem gostaria de descobrir que seu marido vê fotos de sexo escatológico ou algo parecido? Ainda mais se esse marido não consegue ter relações sexuais com você. A história é perfeitamente lógica e cabível, pode acontecer com qualquer um. Esse é um ponto posivito, só não entende-se exatamente a aversão a ter filhos que o personagem demonstrava. Talvez a vergonha e nojo de si mesmo o tornava, em sua cabeça, indigno de criar uma criança.

De qualquer maneira, a história nos faz perguntar onde está aquele Sílvio de Abreu que nos brindou com tantos mistérios surpreendentes como o já lendário Mistério do Bigode Preto na telenovela Guerra dos Sexos. Ou então, o competente escritor policial que nos deixava de cabelo em pé com os mistérios de A Próxima Vítima. Está bem que ele colocou a óbvia Sandrinha para explodir o Shopping em Torre de Babel, mas mesmo sua revelação acabou sendo surpreendente pela forma. Teve ainda a revelação de quem matou Bia Falcão, que na verdade não tinha morrido.

 Passione tem seus adeptos, mas a telenovela não tem mais o impacto de outros sucessos do horário nobre. A concorrência, a repetição dos temas, a forma como os mistérios são tratados pela mídia. Tudo tira o brilho de outrora, tornando cada capítulo um produto realmente descartável. Uma pena. Com opções assim na televisão atualmente, prefiro rever Vale Tudo, meia noite, e lembrar com saudades dos tempos que não voltam mais.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

A volta de Lídia Brondi

Mal Vale Tudo re-estreou no Canal Viva e já começam os burburinhos em torno do nome de Lídia Brondi. A novela é líder de audiência no canal a cabo e a repercussão na internet está grande. Por diversas vezes, Vale Tudo foi trend topics do twitter, e foi assim que #brondi apareceu na lista. Mesmo tendo abandonado a carreira de atriz em 1991, após a participar da novela Meu Bem, Meu Mal, a atriz continua inspirando uma legião de fãs, existem várias comunidades no orkut com seu nome e até um blog muito bom, quem quiser conhecer mais veja o link. Era de se esperar, então, que a reexibição de uma de suas personagens mais marcantes virasse notícia.

Solange Drupat é uma jornalista inteligente, independente e bastante ativa. O símbolo da mulher moderna. Até quando resolve ter um filho de forma independente. É uma espécie de amiga de todos e uma voz do público contra Maria de Fátima e Odete Roitman. É com ela que muita coisa é descoberta. Apesar de não ser a protagonista de Vale Tudo, Solange é a personagem preferida de muitos, tendo um papel fundamental na trama. Aqui dois momentos marcantes da personagem:



Vale Tudo é especial para atriz também porque foi nela que conheceu e começou o namoro com Cássio Cabus Mendes, com quem é casada ainda hoje. O casal apesar de separado a maior parte da novela, era símbolo, tanto que foi escolhido para capa da trilha internacional da novela. Os dois ainda atuaram juntos nas duas novelas seguintes, últimas da atriz. Em Tieta, não formavam um casal, mas pertenciam ao mesmo núcleo. Em Meu Bem, Meu Mal, começam a trama brigando, mas logo se entendem. Uma das últimas aparições da atriz foi ao lado do marido no camarote da Brahma no carnaval.


Na época a imprensa falou em Síndrome de Pânico. Durante muitos anos, essa foi a única informação dada. É possível que ela tenha passado por isso, mas hoje nega. Diz apenas que cansou da profissão, não aguentou o clima de competição característico do meio. A atriz hoje é psicóloga, fez faculdade após a desistência da carreira, e diz não ter a menor intenção de voltar a atuar. Ainda assim, o SBT anunciou o interesse na atriz e segundo a coluna de Patrícia Kogut, ela ainda não deu resposta. Acho muito difícil ela seja positiva.

Para os fãs saudosos, o melhor mesmo é sintonizar ao meio dia ou na madrugada para conferir a bela Solange ao lado de seu amigo Sardinha enfrentando Maria de Fátima, Odete Roitman, o besta do Afonso ou mala do Mário Sérgio (que ainda não apareceu na reprise).

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Quem morreu ou quem matou?

Sílvio de Abreu até brincou com um quase suspense de "Quem morreu?" em sua trama de Passione, mas o mistério, além de não ter surtido tanto efeito, acabou voltando-se para a velha pergunta conhecida: Quem matou Saulo? Sinceramente, cansou. Depois de tantos mistérios e mortes em novelas que sempre acabam de forma pouco criativa no último capítulo, a fórmula parece desgastada. A exceção é mesmo Força de um Desejo, telenovela de 1999, onde a revelação do assassino do barão Henrique Sobral não apenas surpreendeu, como foi totalmente coerente. Ainda assim, o objetivo parece ter sido atingido. Passione segue com bons índices de audiência e o capítulo de segunda-feira bateu recordes. Agora o Brasil tem que esperar até o início de 2011 para saber quem matou Saulo, em uma telenovela já cheia de mistérios como o segredo de Gerson ou a paternidade de Fátima.

Após tantos boatos de quem morreria, Sílvio de Abreu quis surpreender imprensa e telespectadores gravando cinco mortes e deixando o mistério no capítulo de sábado para ser resolvido na segunda-feira. A intenção foi interessante, mas a resolução acabou esbarrando nos efeitos já conhecidos desse tipo de mistério em televisão. No capítulo de sábado, diversos personagens brigaram com Saulo. Muitos ameaçaram verbalmente dizendo que o mataria. Outros foram ameaçados pelo mesmo que os tinha em suas mãos e poderia prejudicá-los. Ou seja, todas as cenas apontavam para uma única vítima. Então, quando Mauro atende o telefone e ainda se atrapalha dizendo "ela morreu" e logo depois "ele morreu", ficou forçado. Todo mundo apostava suas fichas em Saulo.

No capítulo de segunda-feira, o suspense conseguiu se manter de forma interessante até o final do primeiro bloco, quando Maitê Proença e Kaiky Britto vêem a cena no motel. Um telespectador que não viu o capítulo de sábado, ficaria com dúvidas de quem seria o defunto. Seria interessante se ele conseguissem manter até um pouco mais o mistério. Mas, tudo foi revelado e vários personagens chegaram em casa mentindo onde estiveram e com ares suspeitos. Esse clima de todos podem ter culpa acaba atrapalhando a verossimilhança da trama e deixando a resolução do "Quem matou?" quase esdrúxula. É a tentativa de enganar imprensa e público.

Foi assim que a famosa Odete Roitman acabou sendo assassinada por engano pela pacata Leila em Vale Tudo. Assim também que assassinos óbvios como Laura em Celebridade ou Olavo em Paraíso Tropical foram revelados. Sílvio de Abreu, no entanto, parece lidar melhor com o mistério, vide A Próxima Vitma. Suas telenovelas sempre tem algo a ser revelado, mesmo em comédias pastelões como Guerra do Sexo, onde todos queriam saber o mistério do bigode preto. Fica, então, a expectativa para que os mistérios da trama sejam surpreendentes e coerentes como Gilberto Braga conseguiu fazer em Força de um Desejo, já que ninguém poderia imaginar Bárbara como assassina, mas a explicação fez todo o sentido, fluindo bem na trama. Eu já tenho meu suspeito ideal para morte de Saulo. E você?

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Túnel do Tempo: Roque Santeiro

A exatos 25 anos estreava finalmente na Rede Globo a telenovela Roque Santeiro. Falo finalmente, porque a obra inspirada na peça O berço do herói de Dias Gomes estava pronta para ir ao ar em 1975 quando a censura vetou a estreia. A Rede Globo teve que conseguir as pressas uma substituta que foi Pecado Capital de Janete Clair. Com a reabertura e o início do governo Sarney, eles tiravam os roteiros já escrito por Dias Gomes da gaveta e chamaram os atores originais. Dias Gomes já não estava escreveno novelas e coube a Aguinaldo Silva escrever boa parte da trama, em colaboração com de Marcílio Moraes e Joaquim Assis. Dias voltaria apenas para fechar a trama, em seu último mês.


Francisco Cuoco e Bete Farias também não aceitaram os papéis de Roque e Viúva Porcina dando a Zé Wilker o papel título e a Regina Duarte o que seria o seu melhor papel na televisão até hoje. Do trio original, apenas Lima Duarte permanceu como o lendário Sinhozinho Malta ("Tô certo ou tô errado). A novela tinha um elenco repleto de estrelas como Paulo Gracindo, Ary Fontoura, Armando Bógus, Lucinha Lins, Eloisa Mafalda, Cássia Kiss, Ísis de Oliveira, Lídia Brondi, Yoná Magalhães e Ruy Rezende . Além de ser a primeira novela de Patrícia Pillar, Maurício Mattar e Cláudia Raia.

Sucesso absoluto enquanto esteve no ar, a novela chegou a bater 100% de audiência no último capítulo, onde todos queriam saber com que A Viúva Porcina iria ficar. No Fantástico seguinte, a cena em que ela ia embora com Roque foi exibida saciando os fãs frustrados com o final a la Casa Blanca, sendo comemorado por Sinhozinho Malta.


A história se passava na fictícia Asa Branca, que vivia as custas de uma lenda local: O Santo Roque, que havia se colocado na frente de bandidos para salvar a igreja de um assalto. Toda a economia da cidade vivia em função disso, assim como a Viúva Porcina, na verdade amante de Sinhozinho Malta que criou essa farsa para levá-la para a cidade. O problema é que Roque não era santo, nem tinha morrido. Ele na verdade, tinha fugido com uma peça da igreja e retorna no primeiro capítulo sem ter idéia do que tinha acontecido.

A presença do verdadeiro Roque ameaça toda a cidade que começa um jogo de xadrez para tentar resolver a situação. Roque acaba se envolvendo com os habitantes locais de diversas maneiras, se apaixona pela viúva Porcina, que também se interessa por ela, quase deixa sua antiga noiva Mocinha louca e é considerado um visitante misterioso para maioria. Com muito humor e inteligência, Dias Gomes, Aguinaldo Silva e equipe criaram uma obra-prima da teledramaturgia nacional, reprisada duas vezes no Vale a pena ver de novo e que agora está sendo produzida como longa-metragem trazendo Antônio Fagundes no papel de sinhozinho Malta, Fernanda Torres como a Viúva Porcina e Lázaro Ramos no papel de Roque Santeiro. Não acho que terá o mesmo brilho, mas, não custa conferir.

domingo, 6 de junho de 2010

Mário Gomes e o processo

Engraçado como a vida é. Hoje, dia 6 de junho, faz 27 anos que estreou a telenovela Guerra dos Sexos, uma trama farsesca que marcou a teledramaturgia brasileira e que não me canso de falar aqui. Apesar de um elenco com nomes grandiosos como Fernanda Montenegro, Paulo Autran, Tarcísio Meira e Glória Menezes, e de a única cena recordada na televisão ao falar dessa trama ser a famosa guerra de comida no café da manhã, havia muito mais naquela trama. E entre esse muito mais havia Nando. O motorista da família Pereira Barreto, o romântico ingênuo apaixonado por sua Juliana (Maitê Proença), que conquistou o coração de todo o país e terminou com a personagem de Glória Menezes, o que frustou alguns fãs.

Quem o interpretava: Mário Gomes, um galã em ascensão que apontava para uma carreira brilhante. Três anos depois, ele era o protagonista da novela seguinte do horário: o jogador de futebol Luca de Vereda Tropical. Aí veio Betty Faria, a paixão dos dois e o declínio de sua história. Na época, a atriz era mulher de Daniel Filho, que não engoliu a traição. Aliado a Carlos Imperial que teve um desentendimento com o ator por causa do cartaz de um filme, o boato ganhou corpo. Ele teria sido visto dando entrada em um hospital após um incidente com uma cenoura... Até uma enfermeira apareceu para testemunhar. Pessoas jogavam cenouras nas ruas em cima do ator. Um horror.

Nunca mais ele conseguiu um grande papel e chegou a cair no ostracismo. É verdade que Perigosas Peruas e Sexo dos Anjos lhe deram uma luz do que ele poderia ter sido, mas a maioria foi de papéis pequenos, quase não lembrados. O estranho é que, só agora, Mário Gomes vá entrar com um processo contra a Rede Globo e Daniel Filho, na época grande executivo da emissora. Realmente não entendo por que demorou tanto e por que resolveu desenterrar essa história agora. Vemos na internet que o boato ainda tem pequena força. Muitos ainda têm dúvidas, muitos ainda juram que foi verdade. Talvez por isso, ele queira deixar as coisas claras. O pedido de indenização é de 45 milhões por danos morais. Acho que dinheiro nenhum paga a nossa paz, mas quem vai desembolsar essa quantia?


O ator, provavelmente insatisfeito com os papéis de migalhas que lhe são dados, como o último em A Favorita onde era o assessor de Romildo Rosa, deve estar querendo algo mais. É fato, no entanto, que a beleza máscula que impressionava há trinta anos se perdeu e o talento do ator pode ter enferrujado. No lugar dele, eu não abriria esse processo agora. Não há como voltar atrás. Mas, quem sabe se faz justiça à memória de um homem.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

E se Lost fosse uma novela da Globo?

Virou sensação na internet um vídeo com uma paródia de como seria Lost se fosse uma novela das oito da Rede Globo. O vídeo logo abaixo é bem divertido e tem alguns atores que seriam ótimos nos papéis. Discordo de alguns apenas.


Fábio Assunção como Sawyer, não sei. Apesar de ter feito um ótimo canalha (Renato Mendes de Celebridade), acho que eu o colocaria como o certinho Jack. Para o golpista eu escalaria Rodrigo Santoro, agora sim em um papel decente.

Ary Fontoura como Locke também não combina muito, eu colocaria Stênio Garcia, por exemplo. Para Ary daria o papel de Bernard, com Zezé Mota fazendo sua Rose.

Daniel Uemura é muito jovem para Jin, mas não lembro de nenhum oriental para colocar no papel. E vocês, o que acham?