Goste ou não de Viver a vida, todos devem concordar com uma coisa, a Helena de Taís Araujo é a mais apagada das personagens símbolo de Manoel Carlos. Ouvi uma pessoa dizer que era porque ela não tinha defeito e por isso era chata. Discordo. Antes de mais nada é bom que fique claro: todas as Helenas de Manoel Carlos têm defeitos (Taís Araujo não é diferente) e todas são chatas, não há como não serem com todo aquele discurso moralista. O autor defende que elas erram por amor e por isso, é justificável. Ainda assim, são chatas. Aos que não se lembram, são elas:
Lílian Lemmertz em Baila Comigo (representada na foto pela filha Júlia Lemmertz)
Maitê Proença em Felicidade
Regina Duarte em História de Amor
Regina Duarte em Por Amor
Vera Fisher em Laços de Família
Christiane Torloni em Mulheres Apaixonadas
Regina Duarte em Páginas da Vida
E finalmente, Taís Araújo em Viver a Vida.
Voltando a Helena atual, a moça tem defeitos e muitos. Fez um aborto no passado para não perder um emprego. Mente e traí o marido. É moralista com a irmã (mulher de um traficante), mas age muitas vezes de forma menos ética. Ao mesmo tempo fica se culpando por um acidente com a enteada e é capaz de se humilhar ajoelhando-se na frente da mãe desta pedindo perdão. Preocupa-se com todos e faz de tudo para ajudá-los, mas isso é uma característica clássica de todas as Helenas. Então, porque esta Helena não está funcionando sendo quase uma figurante em sua própria novela?
Meu palpite mais claro é que ela não tem objetivo. Simplesmente sua existência não tem muito sentido. Qual é a grande questão que o espectador espera ser resolvida? A moça começou a novela como uma modelo famosa. Conheceu um homem mais velho, pai de sua rival nas passarelas. Casou-se rapdamente e teve uma lua de mel linda em Paris. Volta, o cara é machista e não quer que ela continue a carreira. Ela resolve largar a profissão, mas vai para um último desfile no exterior. Volta grávida e com a enteada tetraplégica. O marido a culpa, eles se separam, ela perde o bebê, os dois reatam, mas o casamento não é mais o mesmo. Ela já está interessada em um rapaz que conheceu na última viagem, mas, sabe-se lá por que, apesar de não conseguir mais uma boa relação com o marido, ela fica se infringindo um sofrimento que não tem sentido. Então, fica a pergunta: O que Helena quer, afinal? Qual o seu objetivo de vida? Qual a jornada que nossa heroína tem que percorrer e pela qual temos que torcer? Tudo em sua vida parece vazio, sem sentido. Como torcer e se identificar por alguém assim?
Por isso, Luciana ganhou tanto espaço. É muito mais fácil torcer e se emocionar por uma moça bonita presa a uma cadeira de rodas. Uma garota mimada que após o acidente teve que reaprender a viver e ainda conta com a ajuda de seu príncipe encantado, Miguel, para ajudá-la. A cena da declaração dos dois foi o ápice do clássico melodramático. A cena mais esperada da novela. Parece que Maneco não se tocou para esse pequeno detalhe ao construir sua Helena jovem. Se Luciana fosse a Helena, quem sabe...
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quarta-feira, 17 de março de 2010
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
O Blog de Luciana
Para quem ainda não conhece, o blog de Luciana, personagem de Viver a Vida, existe mesmo, confiram. É mais uma ação da Rede Globo para interação novela e internet, apesar de ainda tímida, já que uma coisa pouco interfere na outra, é sempre bom destacar essas novas possibilidades. E o blog de Luciana ainda tem um atrativo a mais que é ser um espaço de desabafo e esperanças para pessoas que estão na mesma situação que a personagem.
Um comentário mesmo diz: "Olá Luciana! Sou de Portugal e tenho um filho de 9 anos, o João, com parelisia cerebral por ter nascido prematuro e emociono-me muito a ver sua recuperação. Os medicos também não me davam esperança de o João um dia vir andar e hoje ele já anda. Tem sido uma grande caminhada, mas tem valido apena, só assim conseguimos dar valor às coisas pequenas da vida. Seja feliz. Beijinhos. Sandra." Outro afirma: "Ola Luciana , você esta sendo estimulo por muitas pessoas, vejo muitos cadeirantes que estão se espelhando em você, eu sou artesã e vejo que a profissão e o modo de você ser não é o que importa e sim o que você carrega por dentro e ninguem ver se você não demonstrar. Continue sempre sendo esse amor de pessoa e exemplo de determinação.Beijinhos". Esses são apenas alguns exemplos, o blog está repleto deles.
Este lado do merchandising social das novelas de Manoel Carlos sempre foram um ponto positivo. Há quem não goste desse estilo de crônica cotidiana, mas é sempre válido.
Um comentário mesmo diz: "Olá Luciana! Sou de Portugal e tenho um filho de 9 anos, o João, com parelisia cerebral por ter nascido prematuro e emociono-me muito a ver sua recuperação. Os medicos também não me davam esperança de o João um dia vir andar e hoje ele já anda. Tem sido uma grande caminhada, mas tem valido apena, só assim conseguimos dar valor às coisas pequenas da vida. Seja feliz. Beijinhos. Sandra." Outro afirma: "Ola Luciana , você esta sendo estimulo por muitas pessoas, vejo muitos cadeirantes que estão se espelhando em você, eu sou artesã e vejo que a profissão e o modo de você ser não é o que importa e sim o que você carrega por dentro e ninguem ver se você não demonstrar. Continue sempre sendo esse amor de pessoa e exemplo de determinação.Beijinhos". Esses são apenas alguns exemplos, o blog está repleto deles.
Este lado do merchandising social das novelas de Manoel Carlos sempre foram um ponto positivo. Há quem não goste desse estilo de crônica cotidiana, mas é sempre válido.
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sábado, 6 de fevereiro de 2010
Zé Mayer - Haja testosterona
Essa semana Zé Mayer atacou mais uma vez de garanhão sedutor em uma telenovela. É impressionante que por mais que tente mudar de rumo, interpretando papéis como o hippie de A Favorita, ele sempre volta para este lugar comum. Engraçado perceber também que o seu tipo físico não se assemelha em nada a de um galã padrão. Magro, sem grande atributos físicos, simples, com rosto comum. De onde vem tanta testosterona e sexy-apeall?
Zé Mayer começou na Rede Globo na novela Guerra dos Sexos, e nela já havia indícios de onde há fumaça, há fogo. Ele fazia Ulisses, um lutador de boxe, pacato, apaixonado pela vilã Carolinha (Lucélia Santos) e sem muitos atrativos. Até que no meio da novela, Ulisses se envolve com Vânia, personagem de Maria Zilda. O romance dos dois pegava fogo, com uma música latina caliente e muita sensualidade em cena. Pra completar, ele termina a novela com Luciene, uma moça simples da vila. Ou seja, em sua primeira novela, Zé Mayer já pegou três mulheres. Vem, então, personagens mais pacatos em Partido Alto, Selva de Pedra, A Gata Comeu e Hipertensão, até que em 88 ele faz Fernando Flores em Fera Radical, seu primeiro galã e protagonista.
Fernando era um homem correto, apaixonado por Marília (Carla Camurati), um fazendeiro sempre em seu cavalo e com seu chapéu. Sua sobrinha Ana(Cláudia Abreu) era apaixonada pelo tio sensual e, claro, ele se envolve com Cláudia, a protagonista vivida por Malu Mader que, a princípio, era quase sua inimiga. Com o sucesso, Zé Mayer pulou no ano seguinte para um papel de destaque na novela das oito, papel este que eternizou de vez sua fama de garanhão. Osnar da novela Tieta era conhecido por seus dotes sexuais e seu jeito com mulheres. O rei da casa da luz vermelha, não havia mulher que passasse impune em Santa do Agreste. Nem mesmo a própria Tieta.
A partir daí, o papel de galã garanhão não mais largou o ator. Tanto que virou chacota na internet com o Zé Mayer Facs. Ele teve diversos papéis no estilo e várias mulheres passaram por suas mãos. O personagem mais caricato nesse sentido foi Pedro Marcondes Mendes em Laços de Família, sua relação com a veterinária vivida por Helena Ranaldi era quase animal, sem falar da vilã Íris (Débora Secco), com quem ficou no final.
Zé Mayer já pegou a maioria das grande mulheres da televisão Vera Fisher, Christiane Torloni, Regina Duarte, Helena Ranaldi, Sílvia Pfeiffer, Adriana Esteves, Malu Mader, Carla Camurati, Maria Zilda, Lucélia Santos, Patrícia Pilar, Suzana Vieira, Natália do Vale, Danielle Winits , Bety Faria, Luiza Tomé, Taís Araujo e Giovana Antonelli só para citar parte da lista. Com tanto fôlego assim, não é de se admirar que tenha tanta piada com seu nome. Mas, que ele faz bem esse papel de cafajeste, até que faz. Não é mesmo?
Zé Mayer começou na Rede Globo na novela Guerra dos Sexos, e nela já havia indícios de onde há fumaça, há fogo. Ele fazia Ulisses, um lutador de boxe, pacato, apaixonado pela vilã Carolinha (Lucélia Santos) e sem muitos atrativos. Até que no meio da novela, Ulisses se envolve com Vânia, personagem de Maria Zilda. O romance dos dois pegava fogo, com uma música latina caliente e muita sensualidade em cena. Pra completar, ele termina a novela com Luciene, uma moça simples da vila. Ou seja, em sua primeira novela, Zé Mayer já pegou três mulheres. Vem, então, personagens mais pacatos em Partido Alto, Selva de Pedra, A Gata Comeu e Hipertensão, até que em 88 ele faz Fernando Flores em Fera Radical, seu primeiro galã e protagonista.
Fernando era um homem correto, apaixonado por Marília (Carla Camurati), um fazendeiro sempre em seu cavalo e com seu chapéu. Sua sobrinha Ana(Cláudia Abreu) era apaixonada pelo tio sensual e, claro, ele se envolve com Cláudia, a protagonista vivida por Malu Mader que, a princípio, era quase sua inimiga. Com o sucesso, Zé Mayer pulou no ano seguinte para um papel de destaque na novela das oito, papel este que eternizou de vez sua fama de garanhão. Osnar da novela Tieta era conhecido por seus dotes sexuais e seu jeito com mulheres. O rei da casa da luz vermelha, não havia mulher que passasse impune em Santa do Agreste. Nem mesmo a própria Tieta.
A partir daí, o papel de galã garanhão não mais largou o ator. Tanto que virou chacota na internet com o Zé Mayer Facs. Ele teve diversos papéis no estilo e várias mulheres passaram por suas mãos. O personagem mais caricato nesse sentido foi Pedro Marcondes Mendes em Laços de Família, sua relação com a veterinária vivida por Helena Ranaldi era quase animal, sem falar da vilã Íris (Débora Secco), com quem ficou no final.
Zé Mayer já pegou a maioria das grande mulheres da televisão Vera Fisher, Christiane Torloni, Regina Duarte, Helena Ranaldi, Sílvia Pfeiffer, Adriana Esteves, Malu Mader, Carla Camurati, Maria Zilda, Lucélia Santos, Patrícia Pilar, Suzana Vieira, Natália do Vale, Danielle Winits , Bety Faria, Luiza Tomé, Taís Araujo e Giovana Antonelli só para citar parte da lista. Com tanto fôlego assim, não é de se admirar que tenha tanta piada com seu nome. Mas, que ele faz bem esse papel de cafajeste, até que faz. Não é mesmo?
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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Nova novela da Globo terá temática espírita
Já começam as primeiras divulgações da próxima novela das seis que irá substituir Cama de Gato. Escrita por Elizabeth Jhin, a mesma de Eterna Magia, a novela tem o nome provisório de "Além da Vida" e terá uma temática espírita. Para viver a mocinha da história, está sendo escalada a atriz Nathália Dill, ela será a ex-namorada de um rapaz recém-falecido que irá atormentar o pai, vivido por Humberto Martins, para que este não fique com seu antigo amor. Algo por aí, pelo que pude ler... Sabe-se ainda, que a autora e seus colaboradores estão lendo as obras de André Luiz para se inspirar na trama e que a colônia de Nosso Lar e o Umbral já estão sendo construídos. Parece interessante, apesar das dificuldades que Jhin teve na escrita de Eterna Magia, tenho boas expectativas com essa novela. Ao contrário do que muitos dizem por aí, está será apenas a segunda novela espírita da Rede Globo. É bom não confundir Espiritismo, a doutrinha codificada por Allan Kardec com Espiritualismo, uma coisa quase inerente ao homem que existe desde que o mundo é mundo. Não que seja algo errado, importante, ou o que seja, é apenas para não incentivar a crendice. Não é porque se fala em reencarnação que é Espírita. A reencarnação é uma teoria que sempre existiu, foi negada pela reforma do Cristianismo no Concílio de Nicéia, mas diversos povos crêem nela, como a maioria das religiões Orientais. É também estudo da ciência, vários pesquisadores possuem teses e estudos que buscam comprovar sua veracidade. Então, Alma Gêmea, por exemplo, não é uma novela Espírita. Ela inclusive tem em sua trama várias coisas que vão de contra a doutrina, como o próprio conceito de alma gêmea ou a resolução de algumas tramas.
O Espiritismo é uma doutrina que foi codificada por Allan Kardec, codinome de Hippolyte Léon Denizard Rivail, após estudar os fenômenos das mesas girantes na França. Consultando diversos médiuns, ele foi fazendo perguntas aos espíritos e comparando as respostas, nasceu assim o Livro dos Espíritos, que junto a quatro outras obras formam a base da doutrina espírita. É bom dizer que o Espiritismo não tem em Allan Kardec seu mentor, mestre ou algo parecido, então, esse negócio de kardecista também não é visto com bons olhos. É uma doutrina cristã, o Cristo e seus ensinamentos são o guia de qualquer espírita.
A única novela espírita até hoje na Rede Globo foi A Viagem, escrita por Ivani Ribeiro, que era adeptada da doutrina. A novela, um remake de outra de mesmo nome exibida na Rede Tupi, teve a orientação de Chico Xavier e é inspirada no livro E a vida continua, obra de André Luiz, psicografada pelo médium. Mesmo com todos esses cuidados, houve coisas na trama de 1994 que não eram totalmente fiéis a doutrina, como o hospital espiritual que mais parecia uma colônia de férias ou a forma como Alexandre, o espírito obsessor incorporava. Ainda assim, foi uma excelente obra, com enorme sucesso, já reprisada duas vezes no Vale a Pena Ver de Novo. Vamos ver o que Elizabeth Jhin nos reserva.
Imagem de Rodval Matias.
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domingo, 10 de janeiro de 2010
Dalva e Herivelto - balanço final
Os cinco capítulos da minissérie de Maria Adelaide Amaral podem não ter sido primorosos, mas um dos produtos mais bem feitos dos útimos tempos. Melhor que Maysa, a minissérie abordou de forma concisa a briga pública dos dois artistas e resgatou a imagem de Dalva de Oliveira para gerações que nasceram após a sua morte. Eu mesma só conhecia Abajur Lilás e Bandeira Branca e me emocionei com passagens de sua vida. Ao contrário do que li em algumas críticas, acho que Adriana Esteves defendeu muito bem o seu papel, a caracterização da cantora estava muito bem feita e, na maioria das vezes, a dublagem soava natural. Destaque para a apresentação de Bandeira Branca no Maracananzinho lotado. Já Fábio Assunção pode ter exagerado no tom do Herivelto. Não há como não odiar o personagem após tudo o que fez com Dalva, mas não há redenção do mesmo. Fica o gosto amargo.
O roteiro não é tão primoroso quanto pensei no primeiro capítulo. Na verdade, não há uma construção não-linear, apenas um paralelo entre início e fim. O recurso, ao contrário de ser inovador, acabou sendo caminho fácil, tornando por vezes, ilustrativo e repetitivo. Ainda assim, conseguiu contar bem a história. Foi muito interessante conhecer detalhes da disputa musical da época de Ouro do Rádio e a caracterização de época foi muito bem feita.Foi, enfim, uma boa minissérie, confirmando que a Globo quer investir, cada vez mais, em produtos curtos. E a audiência ajudou a demonstrar que estão no caminho certo. A média foi de 29 pontos segundo o site NaTelinha. Gosto da ideia, prefiro assim do que aquelas minisséries longas de quase dois meses.
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terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Viva Dalva e Herivelto
Tenho que pedir desculpas a quem ler o EntreBreaks, mas conforme já falei, ando meio descuidada do espaço por falta de opções na televisão que me animem. A partir de março de 2010, devo me dedicar mais ao blog, principalmente com as obras de Gilberto Braga, meu objeto de estudo no mestrado que irá se iniciar. De qualquer forma, sempre que surge algo interessante estou por aqui. Hoje falo da estreia da minissérie Dalva e Herivelto, de Maria Adelaide Amaral que segundo o site Plenário, foi "muito bem obrigado" em termos de audiência. Uma média de 28 pontos, o que é um bálsamo para a emissora que tem amargado baixas audiências em obras desse gênero. O horário pode ter facilitado, afinal, o pior das minisséries é ter que esperar toda a programação noturna para assistir.
A minissérie começou logo após a novela Viver a Vida e me surpreendeu pela linguagem ágil. Boa produção, já é esperado de uma obra da Rede Globo, assim como a caracterização da época. Fábio Assunção e Adriana Esteves estão muito bem nos papéis títulos, dando veracidade mesmo nas cenas de dublagem. Mas, a surpresa ficou pelo texto de Maria Adelaide Amaral. Com exceção de Queridos Amigos, suas minisséries sempre foram longas e arrastadas, quase uma micronovela. Cinco capítulos pincelados da vida do casal com uma linguagem não-linear não era realmente o que eu esperaria. Mas, gostei. Já deu para conhecer um pouco da trajetória sofrida de Dalva, do caráter de Herivelto, além de sentir o clima dos anos dourados do rádio.
O primeiro capítulo começou muito bem, com o suspense em torno de Dalva já idosa, de costas, ouvindo sua música em uma "vitrola", e logo em seguida a ligação e o desmaio. Os saltos aleatórios no tempo são interessantes e bastante funcionais. A estrela do samba-canção, com toda dor de cotovelo que lhe é peculiar merecia ter a sua história narrada, após o sucesso da minissérie Maysa. Agora é aguardar que os quatro capítulos restantes sejam tão bem feitos quanto o primeiro.
A minissérie começou logo após a novela Viver a Vida e me surpreendeu pela linguagem ágil. Boa produção, já é esperado de uma obra da Rede Globo, assim como a caracterização da época. Fábio Assunção e Adriana Esteves estão muito bem nos papéis títulos, dando veracidade mesmo nas cenas de dublagem. Mas, a surpresa ficou pelo texto de Maria Adelaide Amaral. Com exceção de Queridos Amigos, suas minisséries sempre foram longas e arrastadas, quase uma micronovela. Cinco capítulos pincelados da vida do casal com uma linguagem não-linear não era realmente o que eu esperaria. Mas, gostei. Já deu para conhecer um pouco da trajetória sofrida de Dalva, do caráter de Herivelto, além de sentir o clima dos anos dourados do rádio.O primeiro capítulo começou muito bem, com o suspense em torno de Dalva já idosa, de costas, ouvindo sua música em uma "vitrola", e logo em seguida a ligação e o desmaio. Os saltos aleatórios no tempo são interessantes e bastante funcionais. A estrela do samba-canção, com toda dor de cotovelo que lhe é peculiar merecia ter a sua história narrada, após o sucesso da minissérie Maysa. Agora é aguardar que os quatro capítulos restantes sejam tão bem feitos quanto o primeiro.
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quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Cinquentinha
A estreia da nova série de Aguinaldo Silva ontem, demonstra que o humor ainda pode ser inteligente na televisão. A terminologia ainda é confusa, já que é apresentada como série, mas tem uma estrutura de minissérie global, com exibição diária e história contínua. Mas, o importante nesse caso, e em todos os produtos televisivos, é mesmo o texto. Não é por acaso que de todos os meios audivisuais, é na televisão que o escritor tem maior prestígio. E o texto de Aguinaldo Silva é ágil, interessante e envolvente.Um milionário morre e deixa 50% de sua herança para os netos e os outros 50% para as três ex-esposas. O problema é que as mulheres se odeiam e terão que administrar em conjunto o que herdaram. O mote lembra muito o da novela Guerra dos Sexos de Sílvio de Abreu, mas, nem por isso, deixa de ser interessante.
São elas:
- LARA ROMERO, grande atriz de carreira atribulada, uma diva das novelas de tevê que riscou de uma vez por todas do seu dicionário a palavra decadência.
- MARINA SANTORO, fotógrafa de grande prestígio, apanhada no meio de uma crise que, pelo menos por uma noite, a fez ficar indecisa entre “rapazes” e “moças”.
- REJANE BATISTA, egressa da chamada geração flower power, que vê sua rebeldia dos anos 70 se voltar contra ela na figura ainda mais rebelde da sua incontrolável neta.
O primeiro capítulo foi ágil, apresentando bem as três situações, com cenas hilárias e um gancho interessante. Wolf Maia reforçou o seu estilo com cortes rápidos e no tempo da comédia. Agora é aguardar para conferir se a continuação irá manter o bom início.
interurbano
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quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Qual a melhor novela de 2009?
Pegando o embalo na premiação de Caminho das Índias com o Emmy e com a chegada do mês de dezembro, começam as enquetes. Afinal, qual foi a melhor telenovela do ano?
O ano de 2009 não foi, para mim, tão frutífero, as telenovelas se arrastaram em mais do mesmo e nenhuma me conquistou completamente, essa é a verdade. Talvez, por isso, o Entrebreaks tenha ficado meio largado nos últimos meses. Peço desculpas a quem me acompanha. Em 2010, esse espaço vai se movimentar um pouco mais, principalmente com as tramas de Gilberto Braga, já que meu projeto de mestrado foi aprovado e irei imergir no tema "Quem matou?".
Bom, voltando as tramas, acredito que existam duas boas novelas: Caminho das Índias e Poder Paralelo. E duas que poderiam não ter existido: Três Irmãs e Mutantes 3. As demais, foram mornas, provavelmente não serão lembradas em pouco tempo. Revelação e Vende-se um Véu de Noiva, foram duas tentativas de início de pólo no SBT, apenas por isso, merecem destaque. A segunda, uma adaptação do texto de Janete Clair, tem conquistado um público específico fazedo de Íris Abravanel um nome a ser destacado na teledramaturgia brasileira.
Bela, a Feia, nossa versão para o fenômeno Colombiano não vigou. A trama introduziu situações estranhas como uma dupla infantil no passado da protagonista, mãe vivendo em cativeiro e entre outras. Mas, tem mantido um bom público, já Promessa de Amor, ficou na promessa apenas. O mesmo pode-se dizer de Negócio da China, que fez Falabella desistir de escrever mais textos para o gênero. Paraíso, remake de uma novela dos anos 80, começou maus das pernas, mas acabou conquistando o público e se tornando uma trama agradável, não mais que isso. O mesmo caminho segue Cama de Gato, que tem uma sensação imensa de mais do mesmo. Já a segunda incursão de Walcir Carrasco no horário das sete, Caras & Bocas parece ter conquistado o público. O macaco Chico é o grande destaque da trama. E Viver a Vida ainda está em pleno processo, mas já tem bons índices e mantêm o estilo crônica do cotidiano de Manoel Carlos.
As piores:
Mutantes 3 - A saga (vamos dizer assim), criada por Thiago Santiago conquistou adolescentes e virou fenômeno de audiência. A idéia inicial até podia ser interessante, mas quando ele fez a continuação e depois insistiu na terceira parte, além de cansativo, a dramaturgia foi completamente esquecida e o que vimos em tela foi uma sucessão de "defeitos especiais" e uma mistura de mutantes, lobisomens, vampiros, etc. Além disso, o texto de Santiago tem vários problemas, principalmente no diálogo que é artificial e repetitivo. Vamos ver o que ele traz para o SBT.
Três Irmãs - A trama de Antonio Calmon foi uma das mais insosas dos últimos tempos no horário. Nem o talento de Giovana Antonelli e Cláudia Abreu conseguiram salvar a história de três irmãs com direito a poderes mentais, fantasma voltando, mistério e ação. É o tipo de telenovela que dificilmente será lembrada ou voltará em um Vale a Pena Ver de Novo.
As Melhores:
Poder Paralelo - Quando colocou Mutantes 2 no ar, Thiago Santiago havia vetado a sinopse de Lauro César Muniz alegando que o protagonista era ambíguo e isso não era bom. Mas, o forte do texto de Poder Paralelo está exatamente no personagem Tony e seu envolvimento velado com a máfia. A trama da Record é consistente, gostosa de assistir e com um texto inteligente, típico do autor. Lauro César Muniz tem um problema para escrever para o público feminino, suas tramas são sempre através do universo masculino, mas não deixam de ser ágeis e instigantes. Quem ainda não conferiu, tem tempo. E sempre existe o yooutube oficial da Rede com todos os capítulos.
Caminho das Índias - A trama de Glória Perez trouxe uma cultura estranha aos brasileiros, mas que envolta no glamour da telenovela virou febre nacional. Are Baba, foi para a boca do povo que torceu por Raj e Maya. Além disso, tinha a forte trama da família Cadore, tanto no esquizofrenia de Tarso, quanto na psicopatia de Ivone e seus golpes. Outra trama que caiu no gosto popular foi a espivitada Norninha que elevou a música da banda Calcinha Preta a hit nacional. "Você não vale nada, mas eu gosto de você".
Esse é um balanço pessoal, estejam à vontade para discordar e comentar. No mais é a expctativa do novo ano.
O ano de 2009 não foi, para mim, tão frutífero, as telenovelas se arrastaram em mais do mesmo e nenhuma me conquistou completamente, essa é a verdade. Talvez, por isso, o Entrebreaks tenha ficado meio largado nos últimos meses. Peço desculpas a quem me acompanha. Em 2010, esse espaço vai se movimentar um pouco mais, principalmente com as tramas de Gilberto Braga, já que meu projeto de mestrado foi aprovado e irei imergir no tema "Quem matou?".
Bom, voltando as tramas, acredito que existam duas boas novelas: Caminho das Índias e Poder Paralelo. E duas que poderiam não ter existido: Três Irmãs e Mutantes 3. As demais, foram mornas, provavelmente não serão lembradas em pouco tempo. Revelação e Vende-se um Véu de Noiva, foram duas tentativas de início de pólo no SBT, apenas por isso, merecem destaque. A segunda, uma adaptação do texto de Janete Clair, tem conquistado um público específico fazedo de Íris Abravanel um nome a ser destacado na teledramaturgia brasileira.
Bela, a Feia, nossa versão para o fenômeno Colombiano não vigou. A trama introduziu situações estranhas como uma dupla infantil no passado da protagonista, mãe vivendo em cativeiro e entre outras. Mas, tem mantido um bom público, já Promessa de Amor, ficou na promessa apenas. O mesmo pode-se dizer de Negócio da China, que fez Falabella desistir de escrever mais textos para o gênero. Paraíso, remake de uma novela dos anos 80, começou maus das pernas, mas acabou conquistando o público e se tornando uma trama agradável, não mais que isso. O mesmo caminho segue Cama de Gato, que tem uma sensação imensa de mais do mesmo. Já a segunda incursão de Walcir Carrasco no horário das sete, Caras & Bocas parece ter conquistado o público. O macaco Chico é o grande destaque da trama. E Viver a Vida ainda está em pleno processo, mas já tem bons índices e mantêm o estilo crônica do cotidiano de Manoel Carlos.
As piores:
Mutantes 3 - A saga (vamos dizer assim), criada por Thiago Santiago conquistou adolescentes e virou fenômeno de audiência. A idéia inicial até podia ser interessante, mas quando ele fez a continuação e depois insistiu na terceira parte, além de cansativo, a dramaturgia foi completamente esquecida e o que vimos em tela foi uma sucessão de "defeitos especiais" e uma mistura de mutantes, lobisomens, vampiros, etc. Além disso, o texto de Santiago tem vários problemas, principalmente no diálogo que é artificial e repetitivo. Vamos ver o que ele traz para o SBT.
Três Irmãs - A trama de Antonio Calmon foi uma das mais insosas dos últimos tempos no horário. Nem o talento de Giovana Antonelli e Cláudia Abreu conseguiram salvar a história de três irmãs com direito a poderes mentais, fantasma voltando, mistério e ação. É o tipo de telenovela que dificilmente será lembrada ou voltará em um Vale a Pena Ver de Novo.
As Melhores:
Poder Paralelo - Quando colocou Mutantes 2 no ar, Thiago Santiago havia vetado a sinopse de Lauro César Muniz alegando que o protagonista era ambíguo e isso não era bom. Mas, o forte do texto de Poder Paralelo está exatamente no personagem Tony e seu envolvimento velado com a máfia. A trama da Record é consistente, gostosa de assistir e com um texto inteligente, típico do autor. Lauro César Muniz tem um problema para escrever para o público feminino, suas tramas são sempre através do universo masculino, mas não deixam de ser ágeis e instigantes. Quem ainda não conferiu, tem tempo. E sempre existe o yooutube oficial da Rede com todos os capítulos.
Caminho das Índias - A trama de Glória Perez trouxe uma cultura estranha aos brasileiros, mas que envolta no glamour da telenovela virou febre nacional. Are Baba, foi para a boca do povo que torceu por Raj e Maya. Além disso, tinha a forte trama da família Cadore, tanto no esquizofrenia de Tarso, quanto na psicopatia de Ivone e seus golpes. Outra trama que caiu no gosto popular foi a espivitada Norninha que elevou a música da banda Calcinha Preta a hit nacional. "Você não vale nada, mas eu gosto de você".
Esse é um balanço pessoal, estejam à vontade para discordar e comentar. No mais é a expctativa do novo ano.
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terça-feira, 24 de novembro de 2009
Caminho das Índias leva o Emmy
Pela primeira vez uma telenovela brasileira vence o Emmy, "Caminho das Índias" disputou com dois folhetins das Filipinas e uma da França a estatueta que representa a mais importante premiação no mercado de televisão. Você pode não gostar de novelas ou ter reclamado de tanto "are baba", mas não pode deixar esse feito passar em branco. Foi um grande feito. Parte da equipe foi a NY para receber o prêmio. Glória Perez é uma autora tradicional, gosta de grande melodramas, onde romance e drama se misturam entretendo o público. Há sempre em suas novelas o famoso mershandising social. Em Caminho das Índias, além da cultura indiana, a autora explorou bastante o problema da esquisofrenia e a diferença da psicopatia. Para isso fez bastante pesquisa, inclusive com a Associação Brasileira de Psiquiatria. Tanto o drama de Tarso, vivido por Bruno Gagliasso, quanto a vilania de Ivone interpretada por Letícia Sabatela foram bem construídas, conquistando o público.
Aliás, apesar do romance de Raj e Maya terem chamado a minha atenção, eu gostava mesmo era da trama dos Cadore. Bem construída, a trama lembrava grandes dramas familiares das telenovelas de Janete Clair, com direito a troca de identidade, vilã fria, irmão contra irmão e socialite deslumbrada. No geral, achei uma boa novela, mas inconstante, não é nem mesmo a melhor da autora, como já tinha falado no balanço ao final da novela.
Com direção geral de Marcos Schechtman, que manteve a parceria com a autora desde América, a novela foi exibida no Brasil de 19 de janeiro a 14 de setembro de 2009, com média de audiência 41 pontos. Quem quiser relembrar a novela com fotos, o Portal MSN fez um especial para ela.
Já tinha declarado aqui minha admiração pela força de Glória Perez. O fato de ter enfrentado uma doença no meio do processo da novela também é admirável. Por tudo isso, fico feliz com a premiação. Que muitas outras novelas brasileiras possam brilhar da mesma forma.
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Amanda Aouad
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sábado, 21 de novembro de 2009
Explode Coração Inocentada de plágio
Desde que li a matéria sobre o resultado do julgamento de Explode Coração quis falar sobre o fato, mas acabei deixando passar e depois tive problemas no computador (que ainda não se resolveram completamente). Mas, acho importante ressaltar, pois não é a primeira vez que isso acontece. Não sei se algum autor renomado se daria ao trabalho de plagiar o que quer que seja. Afinal, eles têm a Globo dando suporte, poderiam comprar os direitos e fazer uma livre adaptação, por exemplo. Além disso, as idéias estão no ar, é muito difícil definir o que é ou não um plágio.
No caso de Explode Coração, a justiça sentenciou: "não há provas de plágio. Afinal, histórias de amores proibidos entre membros de culturas diferentes são uma situação comum que não exigem muita criatividade." Alma Gêmea, atualmente no Vale a Pena Ver de Novo, também sofreu acusação de plágio e Walcyr Carrasco foi inocentado, por ser apenas mais uma história de reencarnação. Aguinaldo Silva também já havia ido parar no tribunal, com a acusação de plagiar um livro sobre duplos (sua história na novela O Outro).
O fato é que uma questão de plágio é muito difícil de provar, se o texto não estiver na íntegra, por exemplo, o registro da Biblioteca Central nem é válido. As pessoas jogam na tentativa de lucrar facilmente, o que é uma pena, pois atos assim fizeram com que a Rede Globo fechasse a Casa de Criação Janete Clair e parasse de ler textos de desconhecidos. Isso gera um processo frustante para os aspirantes a autores, afinal, se não é possível ler, como demonstrar o talento para uma possível oportunidade na emissora? A crise de novos autores passa também por esse processo. Há um medo de assimilar qualquer idéia que possa vir a ser chamada de plágio.
Defender seus direitos e idéias é mais do que válido. Porém, as pessoas têm que ter certeza e provas de algo ao acusar.
No caso de Explode Coração, a justiça sentenciou: "não há provas de plágio. Afinal, histórias de amores proibidos entre membros de culturas diferentes são uma situação comum que não exigem muita criatividade." Alma Gêmea, atualmente no Vale a Pena Ver de Novo, também sofreu acusação de plágio e Walcyr Carrasco foi inocentado, por ser apenas mais uma história de reencarnação. Aguinaldo Silva também já havia ido parar no tribunal, com a acusação de plagiar um livro sobre duplos (sua história na novela O Outro).
O fato é que uma questão de plágio é muito difícil de provar, se o texto não estiver na íntegra, por exemplo, o registro da Biblioteca Central nem é válido. As pessoas jogam na tentativa de lucrar facilmente, o que é uma pena, pois atos assim fizeram com que a Rede Globo fechasse a Casa de Criação Janete Clair e parasse de ler textos de desconhecidos. Isso gera um processo frustante para os aspirantes a autores, afinal, se não é possível ler, como demonstrar o talento para uma possível oportunidade na emissora? A crise de novos autores passa também por esse processo. Há um medo de assimilar qualquer idéia que possa vir a ser chamada de plágio.
Defender seus direitos e idéias é mais do que válido. Porém, as pessoas têm que ter certeza e provas de algo ao acusar.
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Amanda Aouad
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sexta-feira, 13 de novembro de 2009
O Adeus a Mara Manzan
Em Caminho da Índias ela teve que se ausentar várias vezes por complicação de uma enfisema pulmonar, mas nunca perdeu a esperança. Ficou irritada quando Glória Perez chamou a atriz Thaís Garayp para dar um apoio no núcleo de sua personagem Ashima, porque achou que estava sendo substituída. Voltou, mas só podia gravar em estúdio e sentada. Ainda assim, nada abalava seu otimismo. Hoje, sexta-feira 13 de novembro, no entanto, Mara Manzan não resistiu e faleceu. No seu blog, o último post dizia:
"Estou novamente num momento muito feliz da minha vida, Graças a Deus estou me sentindo cada dia melhor, cheia de vontade de trabalhar, hoje eu li uma frase do querido Neguinho da Beija-Flor que vale pra todos nós "Só da gente ter direito à vida é o suficiente pra viver sorrindo", hoje eu posso dizer que valorizo muito mais a vida, quero morrer bem velhinha, se possível ver meus netos grandes quem sabe ser uma biza bem animada, sempre trabalhando e trazendo alegria no coração pros meus queridos fãs que estiveram todo o tempo do meu lado me dando força, me ajudando sempre a confiar. Obrigada a todos! bjs, fiquem com Deus! - Mara Manzan"
Conheci o trabalho da Mara em sua primeira novela, a minha preferida, A Viagem, em um personagem secundário da vila de Dona Cidinha. Mas, ela chamou a atenção mesmo foi com seu dom peculiar: pirofagia. Lembro ainda de reportagens no vídeo show, mostrando ela cuspindo fogo pelas ruas de São Paulo. Seu primeiro papel de destaque foi em Salsa e Merengue como a hilária "Sexta-feira", empregada de Debora Bloch. Fez ainda Pecado Capital, O Clone (cada mergulho é um flash), Senhora do Destino, entre outras.Descobriu o cancêr de pulmão em 2008 e desde então, vinha lutando contra as complicações da doença. Que descanse em paz.
Fonte: MSN
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terça-feira, 10 de novembro de 2009
Maneco e o atraso de Viver a Vida
Os roteiros de Manoel Carlos estão atrasando mais uma vez e os atores estão ficando irritados com isso. Segundo a Folha de São Paulo, o autor se defende: "Eu não atraso, eu escrevo com pouca frente, o que pode ser interpretado como a mesma coisa. Sempre foi assim, em todas as minhas novelas", diz Maneco. "Mas... quem entra nas minhas novelas já sabe que será assim. O Tony [Ramos] fez 5, o Zé Mayer fez 6, a Regina [Duarte] fez 4 - e eles nunca reclamaram. Mas reconheço que fiquei mais vagaroso, já que estou caminhando para os 77 anos, o que não é brincadeira" A intenção de Manoel Carlos, já que escreve sobre o drama cotidiano, é se manter o mais atual possível. É comum suas novelas comentarem o que foi notícia na semana, citar uma data importante ou mesmo uma nova moda no país. Não é o costume da Rede, que quer sempre 15 capítulos de frente, mas já sabendo que o autor é assim, porque criar tanta polêmica?
Não gosto desse estilo tão cotidiano do autor, prefiro novelas com mais acontecimentos, com a ação conduzindo a dramaturgia, a exemplo de Gilberto Braga ou Silvio de Abreu, ainda assim não deixo de compreender as escolhas que condizem com esse retrato do dia a que que ele sempre quis passar. Não é por falta de ajuda, já que a novela conta com cinco colaboradores (Ângela Chaves, Cláudia Lage, Daisy Chaves, Juliana Peres e Maria Carolina), então, não adianta ameaçar, oferecer novos colaboradores, nem dar ultimatos. Comparar com o caso ocorrido em 2003 com Esperança também faz parte do sensacionalismo da imprensa. Afinal, Benedito Ruy Barbosa estava com problemas sérios de saúde (não apenas de uma operação de catarata como Manoel Carlos), além disso, ele escrevia a novela sozinho, no mesmo estilo de Glória Perez, que conseguiu finalizar Caminho das Índias, mesmo com o câncer. A questão que rege é mesmo a audiência, que não anda muito boa. Talvez com o acidente de Luciana e a virada na trama, isso melhore um pouco e Maneco possa voltar a escrever no seu ritmo de sempre, sem problemas. Apesar de não estar acompanhando muito a novela e ter achado o acidente e a "culpa" de Helena muito melodramática, torço para que tudo se resolva.
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sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Fernanda Montenegro chega aos 80 anos
Em plena forma, assim chega aos 80 anos a atriz Fernanda Montenegro, grande dama do teatro, televisão e cinema nacional. De um tempo para cá, Fernanda tornou-se uma espécie de marca de sucesso, talismã do cinema após sua indicação ao Oscar de melhor atriz em 1999. Como ela mesma definiu: "O que estou fazendo no meio dessas loiras todas?" Fernanda Montenegro, na verdade Arlete da Silva, iniciou sua carreira em 1950 no teatro, mas logo começou a fazer televisão em paralelo, na antiga TV Tupi, sendo a primeira atriz contratada pela emissora. Lá participou do antigo Teatro Tupi e diversos programas teledramaturgicos, fazendo novelas pela primeira vez na TV Rio em 1963, e no ano seguinte, estreou no cinema em um filme de Nelson Rodrigues. Ainda em 1952 ganhou o prêmio revelação pela Associação Brasileira de Críticos Teatrais.
Descrever todos os papéis e trabalhos dessa atriz daria milhares de posts. Tentarei destacar alguns mais importantes na televisão, objeto principal desse blog. Não posso deixar de falar do marco teledramaturgico Guerra dos Sexos, onde ao lado de Paulo Autran protagonizou cenas hilárias, inteligentes e repleta de referências teatrais e cinematográficas, como a cena de A Dama das Camélias, quando Charlô fica doente, ou na festa a fantasia na mansão em que diversos personagens do cinema são homenageados. Três anos depois, outra grande novela de Sílvio de Abreu, Cambalacho, onde fazia um dupla de trambiqueiros com Gianfrancesco Guarnieri, protagonizando cenas inesquecíveis.
Fernanda Montenegro é igual a vinho, melhora a cada ano e é um das poucas atrizes que com sua idade consegue manter respeito, a ponto de continuar protagonizando telenovelas, espaço dedicado, cada vez mais, a novas atrizes. Assim, foram feitas novelas sob medida para ela como Zazá ou As Filhas da Mãe, onde Sílvio de Abreu brincou com sua indicação ao Oscar fazendo uma personagem que tinha ganho 8 oscars como diretora de arte. Veio ainda a vilã Bia Falcão, grande destaque da novela Belíssima, que teve um final feliz polêmico em Paris com Cauã Reymond. Agora a atriz já está escalada para "Passione", título provisório da próxima novela de Sílvio de Abreu. No cinema, além de Central do Brasil, seu grande destaque foi Eles não usam black-tie, também com Gianfrancesco. Além de A hora da estrela (do livro de Clarice Lispector) e O Auto da Compadecida, onde fazia a própria Nossa Senhora.
Recentemente ficou viúva do ator Fernando Torres, com quem teve dois filhos. A também atriz Fernanda Torres e o diretor Cláudio Torres, sócio da conspiração filmes que já a dirigiu em Redentor. Em homenagem ao seu aniversário será lançado ainda esse mês o livro Fernanda Montenegro – A Defesa do Mistério pela jornalista e crítica de cinema Neusa Barbosa. Vida longa a essa grande dama.
Para finalizar, duas ótimas cenas de Guerra dos Sexos, para ver que a novela não é apenas a antológica cena da torta na cara.
Uma dramática:
E uma cômica:
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quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Rede Record esquece a teledramaturgia?
Após investir tanto em um núcleo de teledramaturgia, a Rede Record parece que está perdendo o interesse no formato. Primeiro deixou Thiago Santiago migrar para o SBT, depois escolheu fazer um remake de uma novela colombiana, agora, mal acabou a primeira edição e eles já estão preparando A Fazenda 2. Com uma vinheta ousada, utilizando o bonequinho do BBB, eles já anunciam a atração, investindo tempo e dinheiro no formato do retorno fácil.
As vinhetas são até engraçadinhas, mas dá uma certa inquietação em ver que o programa mal respira e já está de volta.
Atualmente, Poder Parelo é a telenovela mais inteligente no ar. Longe da mesmice que envolve a Rede Globo desde o início dos anos 90. Uma trama instigante, muito bem escrita por Lauro Cesar Muniz e com um elenco muito bom. Mas a audiência não chega perto dos antigos Mutantes de Thiago Santiago, nem da primeira edição do reality show. Uma pena, já que a concorrência é sempre saudável em qualquer meio.
Essa é a outra vinheta da Fazenda 2. Aqui o bonequinho do BBB, apanha feio. Vale dar uma "espiadinha".
As vinhetas são até engraçadinhas, mas dá uma certa inquietação em ver que o programa mal respira e já está de volta.
Atualmente, Poder Parelo é a telenovela mais inteligente no ar. Longe da mesmice que envolve a Rede Globo desde o início dos anos 90. Uma trama instigante, muito bem escrita por Lauro Cesar Muniz e com um elenco muito bom. Mas a audiência não chega perto dos antigos Mutantes de Thiago Santiago, nem da primeira edição do reality show. Uma pena, já que a concorrência é sempre saudável em qualquer meio.
Essa é a outra vinheta da Fazenda 2. Aqui o bonequinho do BBB, apanha feio. Vale dar uma "espiadinha".
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sábado, 10 de outubro de 2009
A dança das cadeiras em Cinquentinha
Parece brincadeira, Cinquentinha nem começou, mas já vem gerando muita polêmica na mídia. Tudo por causa da Leonor Berganti, a condessa falida, escrita originalmente para Renata Sorrah. A atriz já tinha assumido um compromisso em um filme e recusou o papel. A personagem seria, então, interpretada por Marília Pêra, que já tinha participado das gravações de 17 capítulos quando resolveu sair da minissérie. Na imprensa dizem que foi porque achou o papel pequeno. Em seu blog, Aguinaldo Silva diz que foi por imprevistos pessoais. A Globo chamou, então, Bety Lago e pouco depois é anunciada a nova troca para Maria Padilha. Uma surpresa, já que a atriz sempre ficou em segundo plano na Globo, mas uma ótima notícia, uma oportunidade desta mostrar o seu talento. Mesmo não sendo a protagonista, é uma personagem de destaque. Maria Padilha começou na televisão na novela Água Viva de Gilberto Braga, autor com quem trabalhou também em O Dono do Mundo, Anos Rebeldes, Labirinto e Paraíso Tropical, nesta última uma participação quase apagada como uma reporter intrometida. Seu papel de maior destaque foi mesmo a Hilda de Mulheres Apaixonadas (Manoel Carlos), personagem que vivia o drama do câncer de mama.
Em seu blog, Aguinaldo Silva revela: "Sempre quis trabalhar com Maria Padilha, mulher classudérrima e atriz refinada, mas nunca tive chance. Morria de inveja de vê-la a brilhar nas novelas do Gebê – Gilberto Braga para os íntimos -, pois percebia que ela era uma das raras atriz brasileiras que sabiam como descer uma escadaria".
Só espera-se que a dança das cadeiras termine por aqui e a minissérie seja tão boa quanto suas polêmicas. Se depender da briga de egos, ela estará sempre na mídia.
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segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Brasil no Emmy Internacional
Glória Perez comemorou em seu blog, outros artistas foram ouvidos pela Ego, o fato é que a Rede Globo conseguiu indicar cinco atrações para a premiação que ocorre dia 23 de novembro em Nova York. Não é a primeira vez que o Brasil participa, Paraíso Tropical concorreu no ano passado, mas acabou derrotado. Ser reconhecido em um prêmio desse porte é bom para emissora, mas até que ponto influi em algo para os telespectadores? Em tempos de comemoração de Olimpíadas, o país está com o ego inflado, mas ter um Emmy ou um Oscar não é mesmo sinal de qualidade. A Rede Globo há muito tempo não tem o mesmo brilho de antes, suas tramas se arrastam, sem grandes empolgações, vide a novela das oito, Viver a Vida. É ainda uma grande influência, claro. Mesmo reclamando, muita gente assiste. Mas, provavelmente não conseguirá parar o país como em 88 para discutir o assassinato de Odete Roitman, ou em 84, quando o último capítulo de Roque Santeiro deu 100% de audiência, o mesmo que ocorreu em Selva de Pedra, no capítulo em que Simone era desmascarada.
A concorrência cresceu, a Globo se encolheu e desde meados de 90 vem colocando na tela mais do mesmo. Poucas são as tramas que se destacam e quase nenhuma traz alguma inovação ao gênero. No tempo em que os telespectadores estão cada vez mais consumindo séries americanas via internet, não é de se estranhar que poucos tenham paciência de esperar na frente da televisão para ver cada capítulo que traz sempre uma sensação de dèja vú. Ainda assim, é um entretenimento fácil. Hoje mais uma estreia movimenta a emissora: Cama de Gato, da estreante Telma Guedes. Vamos torcer que traga novo gás ao horário, após mais um remake de sucesso, porém, repetitivo, de Benedito Ruy Barbosa.
Os indicados ao Emmy Internacional:
Caminho das Índias - Novelas
Maysa - Minisséries
Ó Paí Ó - Humor
Natal do Pequeno Imperador - Infantil
Mamonas Assassinas de "Por Toda Minha Vida" - Artes
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Amanda Aouad
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segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Manoel Carlos e o retrato do cotidiano
Quando uma novela de Manoel Carlos entra no ar, o público já sabe o que esperar. O próprio autor admitiu que se repete e que conta a mesma história há anos. Temos sempre uma Helena, que é forte, batalhadora, justa e está a procura de um amor. Ela tem um ex-amor que está rondando e um novo amor, que surge como uma luva, respeitando sua liberdade e capacidade de brilhar. A história está sempre nas intermediações do Leblon, tem sempre um merchandising social forte e um ritmo lento, o dia a dia na tela.Acontece, que mesmo tendo tudo isso, Viver a Vida parece trazer algo mais. Há aqui, uma tentativa de inovação, cenas de tiro, mundo da moda, uma edição mais rápida. Talvez vocês possam enumerar alguns exemplos anteriores onde isso acontece, mas é uma sensação, há algo diferente no ar. Tomara que minha sensação esteja certa, afinal ninguém aguenta ver a mesma coisa sempre.

A ousadia do autor chegou a um ponto no gancho de sábado que me surpreendeu. Primeiro, é preciso explicar outra coisa. As novelas de Manoel Carlos são as que mais tem spoilers na mídia. Meses antes da estreia ele já está dando entrevistas contando detalhes das tramas. Foi assim, que em Páginas da Vida esperamos por toda a novela para assistir o embate entre Helena e Olívia pela guarda da pequena Clarinha. A situação só se desenrolou nas últimas semanas, mas foi anunciada muito antes do início da trama. Assim, 99% da população já sabe que a personagem de Aline Moraes vai sofrer um acidente e ficar paraplégica. O que não se sabe é quando isso ocorrerá. A surpresa foi, então, o capítulo de sábado terminar com o tal acidente. Já? Pensei. Mas, ainda vem aniversário por aí, algo não está se encaixando.
O capítulo de segunda-feira acabou com o suspense. Era apenas um falso gancho. Um sonho, ou melhor pesadelo, da personagem. Manoel Carlos enganou o telespectador para que ele voltasse e conferisse no dia seguinte... Um avanço para ele que sempre foi politicamente correto. Ele não é o primeiro e com certeza não será o último. Glória Perez conta que uma vez em Carmem (novela da Manchete) ela não sabia como terminar um capítulo e fez um personagem disparar os seis tiros de um revolver em outro, a menos de um metro de distância. No capítulo seguinte, o personagem tinha errado os seis tiros. Absurdo, ela mesma admite, mas foi como pode resolver o gancho. Aguinaldo Silva também declarou que em um capítulo de Tieta ele se precipitou e fez o capítulo de sábado terminar com Perpétua flagrando Cardo na cama de Tieta. Pensou o fim de semana inteiro e continuou o capítulo seguinte com a personagem fingindo que ficou cega para não assumir que viu o flagra. Ou seja, na guerra pela audiência, vale tudo.
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Amanda Aouad
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sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Diferença de idade entre casais
Renascer (Globo, 1993): Zé Inocêncio (Antônio Fagundes) e Mariana (Adriana Esteves). Apesar da diferença de idade, o coronelzinho consegue conquistar a moça por quem seu filho, João Pedro era apaixonado. O casal, foi bastante polêmico, na época, gerando severas críticas para a atriz, que superou tudo e hoje demonstra seu talento principalmente em papéis de humor.
Belíssima (Globo, 2005): a vilã Bia Falcão (Fernanda Montenegro) termina a novela em Paris com Mateus (Cauã Reymond), que tem idade para ser seu neto. Um escândalo.
Mulheres Apaixonadas (Globo, 2003): a professora Raquel (Helena Ranaldi) e o aluno Fred (Pedro Furtado), vivem um amor proibido que acaba em tragédia, por causa do ex-marido ciumento, mas a personagem termina a novela grávida do rapaz.
Paraíso Tropical (Globo, 2007): Lucas (Rodrigo Veronese) e Ana Luísa (Renée de Vielmond) enfrentam tudo e todos, sendo felizes em Boston, com um garotinho adotado.
Sassaricando (Globo, 1987): Tadeu(Roberto Battaglin) e Penélope (Eva Wilma) se apaixonam, apesar do rapaz ser sócio e melhor amigo do filho dela, Beto (Marcos Frota), o romance proibido é descoberto e quase acaba em tragédia, mas no final, fica tudo bem.
Guerra dos Sexos (Globo, 1983): Nando (Mário Gomes) e Roberta (Glória Menezes). Apesar do casal que o público torcia ser Nando e Juliana (Maitê Proença), Roberta conquistou Nando com seu carinho e respeito, terminando a novela juntos, apesar da diferença de idade.
Terra Nostra (Globo, 1999): Paola (Maria Fernanda Cândido) conquistou Francesco (Raul Cortez) com sua macarronada. O casal marcou a novela pela delicadeza de suas cenas.
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segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Eva Todor
Muitos nem repararam, outros estranharam, mas a personagem Dona Cidinha de Caminho das Índias simplesmente sumiu no final da novela. Nem uma explicação foi dada para a ausência da personagem no casamento de Tarso, por exemplo, ou na festa na clínica em que trabalhava. Foi como se ela nunca tivesse existido.
A verdade é que a atriz Eva Todor teve que passar por uma cirurgia às pressas, devido a uma hérnia diafragmática. A atriz já vinha apresentando perturbações digestivas e deu entrada no hospital no dia 27 de agosto. Na última sexta-feira, felizmente, ela saiu da unidade semi-intensiva, mas permanece em um quarto na Casa de Saúde São José, na Zona Sul do Rio de Janeiro.
Uma pena, a atriz que já fez mais de vinte novelas, merecia um destaque maior da mídia ou, pelo menos, na novela em que estava participando. Eva começou na Globo na novela Locomotiva, como Kiki Blanche seu maior destaque até hoje na televisão. Outros papéis interessantes foram a Morgana de Top Model e a Loló de Hilda Furacão.
Vamos torcer para que a atriz se recupere e ainda possa nos brindar com bons papéis na televisão, teatro ou cinema.
A verdade é que a atriz Eva Todor teve que passar por uma cirurgia às pressas, devido a uma hérnia diafragmática. A atriz já vinha apresentando perturbações digestivas e deu entrada no hospital no dia 27 de agosto. Na última sexta-feira, felizmente, ela saiu da unidade semi-intensiva, mas permanece em um quarto na Casa de Saúde São José, na Zona Sul do Rio de Janeiro.
Uma pena, a atriz que já fez mais de vinte novelas, merecia um destaque maior da mídia ou, pelo menos, na novela em que estava participando. Eva começou na Globo na novela Locomotiva, como Kiki Blanche seu maior destaque até hoje na televisão. Outros papéis interessantes foram a Morgana de Top Model e a Loló de Hilda Furacão.
Vamos torcer para que a atriz se recupere e ainda possa nos brindar com bons papéis na televisão, teatro ou cinema.
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sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Ze Mayer Facts
A nova onda do twitter é brincar com o eterno personagem galã garanhão de José Mayer... É o #zemayerfacts que procura listar pérolas como: "Maria só era virgem porque José não era Mayer", "O Criança Esperança é uma ação da Globo para ajudar Zé Mayer a pagar pensão alimentícia dos filhos", "No grande dilúvio, Noé colocou na arca uma fêmea de cada espécie e o Zé Mayer" e "Para o Zé Mayer, Amélia não é mulher de verdade, e sim Helena!".
O fato é que virou moda e não deixa de ser verdade. O que tem Zé Mayer para todos os autores colocarem como o grande garanhão das novelas? Mesmo em seus grandes papéis como o Osnar de Tieta ou Fernando de Fera Radical ele era o cara. Engraçado que ele sempre foi magro, nunca teve uma beleza clássica, nem mesmo é considerado bonito por alguns. Mas, sua sensualidade é de chamar mesmo a atenção. Então, vai aqui uma lista dos cinco personagens mais sexys do ator:
Fernando (Fera Radical)
O cowboy Fernando era um bom moço, mas tinha três mulheres apaixonadas por ele: Marília, seu primeiro amor, vivida por Carla Camurati. Cláudia, Malu Mader em sua inesquecível justiceira de moto. Além de Ana Paula, a sobrinha vivida por Cláudia Abreu. Seu chapéu e cavalo branco eram irresistíveis para as mulheres.
Osnar (Tieta)
O bon vivant do Agreste era conhecido por seus dotes físicos, várias piadas eram feitas sobre isso na linguagem jocosa da novela de Aguinaldo Silva. O grande garanhão da cidade, pegou desde Tieta à amante de Modesto Pires, Carol, vivida por Luiza Tomé, com que terminou a novela.
César (Mulheres Apaixonadas)
O médico começou a novela viúvo, mas já tinha uma amante, sua assistente Laura vivida por Carolina Kasting. Além da Helena de Christiane Torloni, seu grande amor, teve também em seus braços Luciana, interpretada por Camila Pitanga.
Ulisses (Guerra dos Sexos)
Magrinho, o rapaz conseguia ser o boxer da novela. Apaixonado pela vilã Carolina vivida por Lucélia Santos, teve um affair apimentado com Vânia (Maria Zilda) e terminou a novela com Lucilene de Helena Ramos.
Pedro (Laços de Família)
O personagem mais sexual do ator, quase um animal. Pedro foi o amor de adolescência da Helena de Vera Fisher, se envolvendo ainda com Helena Ranaldi e Debora Secco.
O fato é que virou moda e não deixa de ser verdade. O que tem Zé Mayer para todos os autores colocarem como o grande garanhão das novelas? Mesmo em seus grandes papéis como o Osnar de Tieta ou Fernando de Fera Radical ele era o cara. Engraçado que ele sempre foi magro, nunca teve uma beleza clássica, nem mesmo é considerado bonito por alguns. Mas, sua sensualidade é de chamar mesmo a atenção. Então, vai aqui uma lista dos cinco personagens mais sexys do ator:
Fernando (Fera Radical)O cowboy Fernando era um bom moço, mas tinha três mulheres apaixonadas por ele: Marília, seu primeiro amor, vivida por Carla Camurati. Cláudia, Malu Mader em sua inesquecível justiceira de moto. Além de Ana Paula, a sobrinha vivida por Cláudia Abreu. Seu chapéu e cavalo branco eram irresistíveis para as mulheres.
Osnar (Tieta)O bon vivant do Agreste era conhecido por seus dotes físicos, várias piadas eram feitas sobre isso na linguagem jocosa da novela de Aguinaldo Silva. O grande garanhão da cidade, pegou desde Tieta à amante de Modesto Pires, Carol, vivida por Luiza Tomé, com que terminou a novela.
César (Mulheres Apaixonadas)O médico começou a novela viúvo, mas já tinha uma amante, sua assistente Laura vivida por Carolina Kasting. Além da Helena de Christiane Torloni, seu grande amor, teve também em seus braços Luciana, interpretada por Camila Pitanga.
Ulisses (Guerra dos Sexos)Magrinho, o rapaz conseguia ser o boxer da novela. Apaixonado pela vilã Carolina vivida por Lucélia Santos, teve um affair apimentado com Vânia (Maria Zilda) e terminou a novela com Lucilene de Helena Ramos.
Pedro (Laços de Família)O personagem mais sexual do ator, quase um animal. Pedro foi o amor de adolescência da Helena de Vera Fisher, se envolvendo ainda com Helena Ranaldi e Debora Secco.
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