Essa semana Zé Mayer atacou mais uma vez de garanhão sedutor em uma telenovela. É impressionante que por mais que tente mudar de rumo, interpretando papéis como o hippie de A Favorita, ele sempre volta para este lugar comum. Engraçado perceber também que o seu tipo físico não se assemelha em nada a de um galã padrão. Magro, sem grande atributos físicos, simples, com rosto comum. De onde vem tanta testosterona e sexy-apeall?
Zé Mayer começou na Rede Globo na novela Guerra dos Sexos, e nela já havia indícios de onde há fumaça, há fogo. Ele fazia Ulisses, um lutador de boxe, pacato, apaixonado pela vilã Carolinha (Lucélia Santos) e sem muitos atrativos. Até que no meio da novela, Ulisses se envolve com Vânia, personagem de Maria Zilda. O romance dos dois pegava fogo, com uma música latina caliente e muita sensualidade em cena. Pra completar, ele termina a novela com Luciene, uma moça simples da vila. Ou seja, em sua primeira novela, Zé Mayer já pegou três mulheres. Vem, então, personagens mais pacatos em Partido Alto, Selva de Pedra, A Gata Comeu e Hipertensão, até que em 88 ele faz Fernando Flores em Fera Radical, seu primeiro galã e protagonista.
Fernando era um homem correto, apaixonado por Marília (Carla Camurati), um fazendeiro sempre em seu cavalo e com seu chapéu. Sua sobrinha Ana(Cláudia Abreu) era apaixonada pelo tio sensual e, claro, ele se envolve com Cláudia, a protagonista vivida por Malu Mader que, a princípio, era quase sua inimiga. Com o sucesso, Zé Mayer pulou no ano seguinte para um papel de destaque na novela das oito, papel este que eternizou de vez sua fama de garanhão. Osnar da novela Tieta era conhecido por seus dotes sexuais e seu jeito com mulheres. O rei da casa da luz vermelha, não havia mulher que passasse impune em Santa do Agreste. Nem mesmo a própria Tieta.
A partir daí, o papel de galã garanhão não mais largou o ator. Tanto que virou chacota na internet com o Zé Mayer Facs. Ele teve diversos papéis no estilo e várias mulheres passaram por suas mãos. O personagem mais caricato nesse sentido foi Pedro Marcondes Mendes em Laços de Família, sua relação com a veterinária vivida por Helena Ranaldi era quase animal, sem falar da vilã Íris (Débora Secco), com quem ficou no final.
Zé Mayer já pegou a maioria das grande mulheres da televisão Vera Fisher, Christiane Torloni, Regina Duarte, Helena Ranaldi, Sílvia Pfeiffer, Adriana Esteves, Malu Mader, Carla Camurati, Maria Zilda, Lucélia Santos, Patrícia Pilar, Suzana Vieira, Natália do Vale, Danielle Winits , Bety Faria, Luiza Tomé, Taís Araujo e Giovana Antonelli só para citar parte da lista. Com tanto fôlego assim, não é de se admirar que tenha tanta piada com seu nome. Mas, que ele faz bem esse papel de cafajeste, até que faz. Não é mesmo?
sábado, 6 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Nova novela da Globo terá temática espírita
Já começam as primeiras divulgações da próxima novela das seis que irá substituir Cama de Gato. Escrita por Elizabeth Jhin, a mesma de Eterna Magia, a novela tem o nome provisório de "Além da Vida" e terá uma temática espírita. Para viver a mocinha da história, está sendo escalada a atriz Nathália Dill, ela será a ex-namorada de um rapaz recém-falecido que irá atormentar o pai, vivido por Humberto Martins, para que este não fique com seu antigo amor. Algo por aí, pelo que pude ler... Sabe-se ainda, que a autora e seus colaboradores estão lendo as obras de André Luiz para se inspirar na trama e que a colônia de Nosso Lar e o Umbral já estão sendo construídos. Parece interessante, apesar das dificuldades que Jhin teve na escrita de Eterna Magia, tenho boas expectativas com essa novela. Ao contrário do que muitos dizem por aí, está será apenas a segunda novela espírita da Rede Globo. É bom não confundir Espiritismo, a doutrinha codificada por Allan Kardec com Espiritualismo, uma coisa quase inerente ao homem que existe desde que o mundo é mundo. Não que seja algo errado, importante, ou o que seja, é apenas para não incentivar a crendice. Não é porque se fala em reencarnação que é Espírita. A reencarnação é uma teoria que sempre existiu, foi negada pela reforma do Cristianismo no Concílio de Nicéia, mas diversos povos crêem nela, como a maioria das religiões Orientais. É também estudo da ciência, vários pesquisadores possuem teses e estudos que buscam comprovar sua veracidade. Então, Alma Gêmea, por exemplo, não é uma novela Espírita. Ela inclusive tem em sua trama várias coisas que vão de contra a doutrina, como o próprio conceito de alma gêmea ou a resolução de algumas tramas.
O Espiritismo é uma doutrina que foi codificada por Allan Kardec, codinome de Hippolyte Léon Denizard Rivail, após estudar os fenômenos das mesas girantes na França. Consultando diversos médiuns, ele foi fazendo perguntas aos espíritos e comparando as respostas, nasceu assim o Livro dos Espíritos, que junto a quatro outras obras formam a base da doutrina espírita. É bom dizer que o Espiritismo não tem em Allan Kardec seu mentor, mestre ou algo parecido, então, esse negócio de kardecista também não é visto com bons olhos. É uma doutrina cristã, o Cristo e seus ensinamentos são o guia de qualquer espírita.
A única novela espírita até hoje na Rede Globo foi A Viagem, escrita por Ivani Ribeiro, que era adeptada da doutrina. A novela, um remake de outra de mesmo nome exibida na Rede Tupi, teve a orientação de Chico Xavier e é inspirada no livro E a vida continua, obra de André Luiz, psicografada pelo médium. Mesmo com todos esses cuidados, houve coisas na trama de 1994 que não eram totalmente fiéis a doutrina, como o hospital espiritual que mais parecia uma colônia de férias ou a forma como Alexandre, o espírito obsessor incorporava. Ainda assim, foi uma excelente obra, com enorme sucesso, já reprisada duas vezes no Vale a Pena Ver de Novo. Vamos ver o que Elizabeth Jhin nos reserva.
Imagem de Rodval Matias.
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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Túnel do Tempo: O sexo dos Anjos
Começam burburinhos na internet de que a novela O Sexo dos Anjos será a substituta de Alma Gêmea no Vale a Pena Ver de Novo. Como "gato escaldado tem medo de água fria" eu só acredito vendo. Mas, aproveito a oportunidade para lembrar essa novela que foi uma das mais marcantes em minha vida. O Sexo dos Anjos foi uma novela de 1989. Estreou no dia 25 de setembro, terminando em 9 de março do ano seguinte. Das novelas de Ivani Ribeiro na Rede Globo foi a que teve menos Ibope e é a menos lembrada. Talvez por não ter nenhum grande nome no elenco. Digo grande, no sentido do primeiro time de atores, sempre elevados a protagonistas como uma Glória Pires, uma Christiane Torloni, Antonio Fagundes, etc.
A novela era protagonizada por Isabela Garcia e Felipe Camargo, provavelmente pelo sucesso da minissérie Anos Dourados, onde faziam o triangulo amoroso principal junto a Malu Mader. Um fato que comprova essa tese é que Malu e Taumaturgo Ferreira (outro personagem marcante da minissérie), estrelavam a novela Top Model, no horário das sete, na mesma época. A trama ainda tinha nomes como Bia Seidl (em seu melhor papel na Rede Globo), Mário Gomes, Marcos Frota, Sílvia Buarque e Heloísa Mafalda, em sua inesquecível Francisquinha.
A história era um remake, assim como a maioria das novelas de Ivani na Globo, de O Terceiro Pecado, novela da autora na TV Excelsior na década de 60. Nela, Isabela (Isabela Garcia), uma garota doce e delicada estava na hora de morrer e o anjo da morte (Bia Seidl), envia o seu emissário (Felipe Camargo) à terra para buscá-la. Acontece que o rapaz percebe que a moça é muito boa e "não merece morrer". Ele tenta, então, negociar com a morte para que ela seja poupada. Os dois fazem um acordo. Para comprovar a pureza e o mérito de não morrer, Isabela não pode cometer pecados. Se assim o fizer, no seu terceiro ato ela será levada. Resumindo assim tudo parece meio surreal e esquisito. Mas, o texto de Ivani Ribeiro não deixava nada ficar aquém do envolvente e adorável. Claro que existem os clichês. O emissário vai à Terra se figindo de humano e passa a conviver com a garota, se apaixonando por ela. Aqui, vemos também outra marca da autora que sempre coloca seus pares românticos para brigarem antes de se apaixonarem. Isabela odiava Adriano, aos poucos seu espírito começa a se encontrar com ele em sonhos e depois ela percebe que o ama. Aliás, as cenas de sonhos são as mais lembradas pelos fãs da novela.
Não vou falar nem mostrar muito mais, porque se o milagre acontecer dela ser reprisada a partir de março, vai ser inédita para muita gente. Fico por aqui apenas vibrando e relembrando. Seria uma bela homenagem a uma grande escritora e, quem sabe, corrigiria um pecado do não sucesso na época.
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domingo, 10 de janeiro de 2010
Dalva e Herivelto - balanço final
Os cinco capítulos da minissérie de Maria Adelaide Amaral podem não ter sido primorosos, mas um dos produtos mais bem feitos dos útimos tempos. Melhor que Maysa, a minissérie abordou de forma concisa a briga pública dos dois artistas e resgatou a imagem de Dalva de Oliveira para gerações que nasceram após a sua morte. Eu mesma só conhecia Abajur Lilás e Bandeira Branca e me emocionei com passagens de sua vida. Ao contrário do que li em algumas críticas, acho que Adriana Esteves defendeu muito bem o seu papel, a caracterização da cantora estava muito bem feita e, na maioria das vezes, a dublagem soava natural. Destaque para a apresentação de Bandeira Branca no Maracananzinho lotado. Já Fábio Assunção pode ter exagerado no tom do Herivelto. Não há como não odiar o personagem após tudo o que fez com Dalva, mas não há redenção do mesmo. Fica o gosto amargo.
O roteiro não é tão primoroso quanto pensei no primeiro capítulo. Na verdade, não há uma construção não-linear, apenas um paralelo entre início e fim. O recurso, ao contrário de ser inovador, acabou sendo caminho fácil, tornando por vezes, ilustrativo e repetitivo. Ainda assim, conseguiu contar bem a história. Foi muito interessante conhecer detalhes da disputa musical da época de Ouro do Rádio e a caracterização de época foi muito bem feita.Foi, enfim, uma boa minissérie, confirmando que a Globo quer investir, cada vez mais, em produtos curtos. E a audiência ajudou a demonstrar que estão no caminho certo. A média foi de 29 pontos segundo o site NaTelinha. Gosto da ideia, prefiro assim do que aquelas minisséries longas de quase dois meses.
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terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Viva Dalva e Herivelto
Tenho que pedir desculpas a quem ler o EntreBreaks, mas conforme já falei, ando meio descuidada do espaço por falta de opções na televisão que me animem. A partir de março de 2010, devo me dedicar mais ao blog, principalmente com as obras de Gilberto Braga, meu objeto de estudo no mestrado que irá se iniciar. De qualquer forma, sempre que surge algo interessante estou por aqui. Hoje falo da estreia da minissérie Dalva e Herivelto, de Maria Adelaide Amaral que segundo o site Plenário, foi "muito bem obrigado" em termos de audiência. Uma média de 28 pontos, o que é um bálsamo para a emissora que tem amargado baixas audiências em obras desse gênero. O horário pode ter facilitado, afinal, o pior das minisséries é ter que esperar toda a programação noturna para assistir.
A minissérie começou logo após a novela Viver a Vida e me surpreendeu pela linguagem ágil. Boa produção, já é esperado de uma obra da Rede Globo, assim como a caracterização da época. Fábio Assunção e Adriana Esteves estão muito bem nos papéis títulos, dando veracidade mesmo nas cenas de dublagem. Mas, a surpresa ficou pelo texto de Maria Adelaide Amaral. Com exceção de Queridos Amigos, suas minisséries sempre foram longas e arrastadas, quase uma micronovela. Cinco capítulos pincelados da vida do casal com uma linguagem não-linear não era realmente o que eu esperaria. Mas, gostei. Já deu para conhecer um pouco da trajetória sofrida de Dalva, do caráter de Herivelto, além de sentir o clima dos anos dourados do rádio.
O primeiro capítulo começou muito bem, com o suspense em torno de Dalva já idosa, de costas, ouvindo sua música em uma "vitrola", e logo em seguida a ligação e o desmaio. Os saltos aleatórios no tempo são interessantes e bastante funcionais. A estrela do samba-canção, com toda dor de cotovelo que lhe é peculiar merecia ter a sua história narrada, após o sucesso da minissérie Maysa. Agora é aguardar que os quatro capítulos restantes sejam tão bem feitos quanto o primeiro.
A minissérie começou logo após a novela Viver a Vida e me surpreendeu pela linguagem ágil. Boa produção, já é esperado de uma obra da Rede Globo, assim como a caracterização da época. Fábio Assunção e Adriana Esteves estão muito bem nos papéis títulos, dando veracidade mesmo nas cenas de dublagem. Mas, a surpresa ficou pelo texto de Maria Adelaide Amaral. Com exceção de Queridos Amigos, suas minisséries sempre foram longas e arrastadas, quase uma micronovela. Cinco capítulos pincelados da vida do casal com uma linguagem não-linear não era realmente o que eu esperaria. Mas, gostei. Já deu para conhecer um pouco da trajetória sofrida de Dalva, do caráter de Herivelto, além de sentir o clima dos anos dourados do rádio.O primeiro capítulo começou muito bem, com o suspense em torno de Dalva já idosa, de costas, ouvindo sua música em uma "vitrola", e logo em seguida a ligação e o desmaio. Os saltos aleatórios no tempo são interessantes e bastante funcionais. A estrela do samba-canção, com toda dor de cotovelo que lhe é peculiar merecia ter a sua história narrada, após o sucesso da minissérie Maysa. Agora é aguardar que os quatro capítulos restantes sejam tão bem feitos quanto o primeiro.
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terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Coleção Aplausos de graça na internet
Um belo presente para o cinema, teatro e televisão brasileira. Toda a Coleção Aplauso está disponível na internet para ser baixada gratuitamente.
Como diz a abertura do site:
"O Governo de São Paulo, por meio da Imprensa Oficial, trabalha para preservar a memória viva do cotidiano brasileiro, editando livros de relevância cultural, democratizando o acesso ao conhecimento e disponibilizando acervo com mais de 200 obras que resgatam a história do teatro, cinema, televisão e cultura nacional: Coleção Aplauso. Vida e obra dos maiores nomes da dramaturgia brasileira ao alcance de todos, de graça, num clique."
Uma ótima oportunidade para ler e guardar biografias como as de Fernanda Montenegro, Alcides Nogueira, Sílvio de Abreu, Tônia Carrero, Carla Camurati, Carlos Zara, Eva Wilma, Débora Duarte, Tony Ramos, entre outros, além de televisões como Tupi ou Excelsior.
Como diz a abertura do site:
"O Governo de São Paulo, por meio da Imprensa Oficial, trabalha para preservar a memória viva do cotidiano brasileiro, editando livros de relevância cultural, democratizando o acesso ao conhecimento e disponibilizando acervo com mais de 200 obras que resgatam a história do teatro, cinema, televisão e cultura nacional: Coleção Aplauso. Vida e obra dos maiores nomes da dramaturgia brasileira ao alcance de todos, de graça, num clique."Uma ótima oportunidade para ler e guardar biografias como as de Fernanda Montenegro, Alcides Nogueira, Sílvio de Abreu, Tônia Carrero, Carla Camurati, Carlos Zara, Eva Wilma, Débora Duarte, Tony Ramos, entre outros, além de televisões como Tupi ou Excelsior.
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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
A seguir Cenas do Próximo Capítulo
Acaba de ser lançado mais um livro sobre teledramaturgia. Escrita por André Bernardo e Cíntia Lopes, A seguir cenas do próximo capítulo foi realizado através de entrevistas com dez grandes autores de telenovelas, que expuseram de uma forma franca o processo de criação, as dificuldades e curiosidades sobre o seu trabalho. Segundo Sílvio de Abreu, há no livro a tentativa de dismistificação da profissão, sempre vista como glamourosa. Uma boa oportunidade para quem estuda, gosta ou sonha em ser escritor de telenovelas.Sobre o livro
(texto de divulgação da livraria Saraia onde ocorreu o lançamento):
"A telenovela brasileira é referência de qualidade em todo o mundo. Sucesso de crítica e de público, suas histórias marcam gerações e seus personagens ficam imortalizados nos bordões e nas interpretações dos grandes atores. Seduzidos pela mágica televisiva, nos esquecemos que o principal fator de sucesso de uma novela é a sua história. Uma trama bem montada – e bem contada – é sempre campeã de audiência."
"Especialistas quando o assunto é telenovela brasileira, os jornalistas André Bernardo e Cintia Lopes entrevistaram os 10 maiores autores da atualidade para saber como é o processo de criação dos enredos, a escolha dos temas, a construção dos heróis e dos vilões, a reescrita da trama para atender o público, relação com diretores e atores e outros segredos desta fascinante profissão: autor de novela."
"Em A Seguir, Cenas do Próximo Capítulo, com prefácio assinado por Tony Ramos, o leitor ainda tem a oportunidade de conhecer os roteiros originais de algumas das cenas mais marcantes da teledramaturgia. Entre elas: como a clássica "guerra" de torta na cara entre Fernanda Montenegro e Paulo Autran em Guerra dos Sexos; um arranca-rabo entre Maria de Fátima e Raquel em Vale Tudo, a cena final com o reencontro de Carolina e João Maciel na Confeitaria Colombo em O Casarão; escaleta e cena de Duas Caras; primeiro capítulo de Alma Gêmea, entre outros.A cada página você vai perceber que A Seguir, cenas do próximo capítulo não é apenas um livro de entrevistas; trata-se de um registro histórico da arte de se fazer telenovela no Brasil contada por seus verdadeiros protagonistas."
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