segunda-feira, 25 de outubro de 2010

A volta de Lídia Brondi

Mal Vale Tudo re-estreou no Canal Viva e já começam os burburinhos em torno do nome de Lídia Brondi. A novela é líder de audiência no canal a cabo e a repercussão na internet está grande. Por diversas vezes, Vale Tudo foi trend topics do twitter, e foi assim que #brondi apareceu na lista. Mesmo tendo abandonado a carreira de atriz em 1991, após a participar da novela Meu Bem, Meu Mal, a atriz continua inspirando uma legião de fãs, existem várias comunidades no orkut com seu nome e até um blog muito bom, quem quiser conhecer mais veja o link. Era de se esperar, então, que a reexibição de uma de suas personagens mais marcantes virasse notícia.

Solange Drupat é uma jornalista inteligente, independente e bastante ativa. O símbolo da mulher moderna. Até quando resolve ter um filho de forma independente. É uma espécie de amiga de todos e uma voz do público contra Maria de Fátima e Odete Roitman. É com ela que muita coisa é descoberta. Apesar de não ser a protagonista de Vale Tudo, Solange é a personagem preferida de muitos, tendo um papel fundamental na trama. Aqui dois momentos marcantes da personagem:



Vale Tudo é especial para atriz também porque foi nela que conheceu e começou o namoro com Cássio Cabus Mendes, com quem é casada ainda hoje. O casal apesar de separado a maior parte da novela, era símbolo, tanto que foi escolhido para capa da trilha internacional da novela. Os dois ainda atuaram juntos nas duas novelas seguintes, últimas da atriz. Em Tieta, não formavam um casal, mas pertenciam ao mesmo núcleo. Em Meu Bem, Meu Mal, começam a trama brigando, mas logo se entendem. Uma das últimas aparições da atriz foi ao lado do marido no camarote da Brahma no carnaval.


Na época a imprensa falou em Síndrome de Pânico. Durante muitos anos, essa foi a única informação dada. É possível que ela tenha passado por isso, mas hoje nega. Diz apenas que cansou da profissão, não aguentou o clima de competição característico do meio. A atriz hoje é psicóloga, fez faculdade após a desistência da carreira, e diz não ter a menor intenção de voltar a atuar. Ainda assim, o SBT anunciou o interesse na atriz e segundo a coluna de Patrícia Kogut, ela ainda não deu resposta. Acho muito difícil ela seja positiva.

Para os fãs saudosos, o melhor mesmo é sintonizar ao meio dia ou na madrugada para conferir a bela Solange ao lado de seu amigo Sardinha enfrentando Maria de Fátima, Odete Roitman, o besta do Afonso ou mala do Mário Sérgio (que ainda não apareceu na reprise).

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Quem morreu ou quem matou?

Sílvio de Abreu até brincou com um quase suspense de "Quem morreu?" em sua trama de Passione, mas o mistério, além de não ter surtido tanto efeito, acabou voltando-se para a velha pergunta conhecida: Quem matou Saulo? Sinceramente, cansou. Depois de tantos mistérios e mortes em novelas que sempre acabam de forma pouco criativa no último capítulo, a fórmula parece desgastada. A exceção é mesmo Força de um Desejo, telenovela de 1999, onde a revelação do assassino do barão Henrique Sobral não apenas surpreendeu, como foi totalmente coerente. Ainda assim, o objetivo parece ter sido atingido. Passione segue com bons índices de audiência e o capítulo de segunda-feira bateu recordes. Agora o Brasil tem que esperar até o início de 2011 para saber quem matou Saulo, em uma telenovela já cheia de mistérios como o segredo de Gerson ou a paternidade de Fátima.

Após tantos boatos de quem morreria, Sílvio de Abreu quis surpreender imprensa e telespectadores gravando cinco mortes e deixando o mistério no capítulo de sábado para ser resolvido na segunda-feira. A intenção foi interessante, mas a resolução acabou esbarrando nos efeitos já conhecidos desse tipo de mistério em televisão. No capítulo de sábado, diversos personagens brigaram com Saulo. Muitos ameaçaram verbalmente dizendo que o mataria. Outros foram ameaçados pelo mesmo que os tinha em suas mãos e poderia prejudicá-los. Ou seja, todas as cenas apontavam para uma única vítima. Então, quando Mauro atende o telefone e ainda se atrapalha dizendo "ela morreu" e logo depois "ele morreu", ficou forçado. Todo mundo apostava suas fichas em Saulo.

No capítulo de segunda-feira, o suspense conseguiu se manter de forma interessante até o final do primeiro bloco, quando Maitê Proença e Kaiky Britto vêem a cena no motel. Um telespectador que não viu o capítulo de sábado, ficaria com dúvidas de quem seria o defunto. Seria interessante se ele conseguissem manter até um pouco mais o mistério. Mas, tudo foi revelado e vários personagens chegaram em casa mentindo onde estiveram e com ares suspeitos. Esse clima de todos podem ter culpa acaba atrapalhando a verossimilhança da trama e deixando a resolução do "Quem matou?" quase esdrúxula. É a tentativa de enganar imprensa e público.

Foi assim que a famosa Odete Roitman acabou sendo assassinada por engano pela pacata Leila em Vale Tudo. Assim também que assassinos óbvios como Laura em Celebridade ou Olavo em Paraíso Tropical foram revelados. Sílvio de Abreu, no entanto, parece lidar melhor com o mistério, vide A Próxima Vitma. Suas telenovelas sempre tem algo a ser revelado, mesmo em comédias pastelões como Guerra do Sexo, onde todos queriam saber o mistério do bigode preto. Fica, então, a expectativa para que os mistérios da trama sejam surpreendentes e coerentes como Gilberto Braga conseguiu fazer em Força de um Desejo, já que ninguém poderia imaginar Bárbara como assassina, mas a explicação fez todo o sentido, fluindo bem na trama. Eu já tenho meu suspeito ideal para morte de Saulo. E você?

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Túnel do Tempo: Roque Santeiro

A exatos 25 anos estreava finalmente na Rede Globo a telenovela Roque Santeiro. Falo finalmente, porque a obra inspirada na peça O berço do herói de Dias Gomes estava pronta para ir ao ar em 1975 quando a censura vetou a estreia. A Rede Globo teve que conseguir as pressas uma substituta que foi Pecado Capital de Janete Clair. Com a reabertura e o início do governo Sarney, eles tiravam os roteiros já escrito por Dias Gomes da gaveta e chamaram os atores originais. Dias Gomes já não estava escreveno novelas e coube a Aguinaldo Silva escrever boa parte da trama, em colaboração com de Marcílio Moraes e Joaquim Assis. Dias voltaria apenas para fechar a trama, em seu último mês.


Francisco Cuoco e Bete Farias também não aceitaram os papéis de Roque e Viúva Porcina dando a Zé Wilker o papel título e a Regina Duarte o que seria o seu melhor papel na televisão até hoje. Do trio original, apenas Lima Duarte permanceu como o lendário Sinhozinho Malta ("Tô certo ou tô errado). A novela tinha um elenco repleto de estrelas como Paulo Gracindo, Ary Fontoura, Armando Bógus, Lucinha Lins, Eloisa Mafalda, Cássia Kiss, Ísis de Oliveira, Lídia Brondi, Yoná Magalhães e Ruy Rezende . Além de ser a primeira novela de Patrícia Pillar, Maurício Mattar e Cláudia Raia.

Sucesso absoluto enquanto esteve no ar, a novela chegou a bater 100% de audiência no último capítulo, onde todos queriam saber com que A Viúva Porcina iria ficar. No Fantástico seguinte, a cena em que ela ia embora com Roque foi exibida saciando os fãs frustrados com o final a la Casa Blanca, sendo comemorado por Sinhozinho Malta.


A história se passava na fictícia Asa Branca, que vivia as custas de uma lenda local: O Santo Roque, que havia se colocado na frente de bandidos para salvar a igreja de um assalto. Toda a economia da cidade vivia em função disso, assim como a Viúva Porcina, na verdade amante de Sinhozinho Malta que criou essa farsa para levá-la para a cidade. O problema é que Roque não era santo, nem tinha morrido. Ele na verdade, tinha fugido com uma peça da igreja e retorna no primeiro capítulo sem ter idéia do que tinha acontecido.

A presença do verdadeiro Roque ameaça toda a cidade que começa um jogo de xadrez para tentar resolver a situação. Roque acaba se envolvendo com os habitantes locais de diversas maneiras, se apaixona pela viúva Porcina, que também se interessa por ela, quase deixa sua antiga noiva Mocinha louca e é considerado um visitante misterioso para maioria. Com muito humor e inteligência, Dias Gomes, Aguinaldo Silva e equipe criaram uma obra-prima da teledramaturgia nacional, reprisada duas vezes no Vale a pena ver de novo e que agora está sendo produzida como longa-metragem trazendo Antônio Fagundes no papel de sinhozinho Malta, Fernanda Torres como a Viúva Porcina e Lázaro Ramos no papel de Roque Santeiro. Não acho que terá o mesmo brilho, mas, não custa conferir.

domingo, 6 de junho de 2010

Mário Gomes e o processo

Engraçado como a vida é. Hoje, dia 6 de junho, faz 27 anos que estreou a telenovela Guerra dos Sexos, uma trama farsesca que marcou a teledramaturgia brasileira e que não me canso de falar aqui. Apesar de um elenco com nomes grandiosos como Fernanda Montenegro, Paulo Autran, Tarcísio Meira e Glória Menezes, e de a única cena recordada na televisão ao falar dessa trama ser a famosa guerra de comida no café da manhã, havia muito mais naquela trama. E entre esse muito mais havia Nando. O motorista da família Pereira Barreto, o romântico ingênuo apaixonado por sua Juliana (Maitê Proença), que conquistou o coração de todo o país e terminou com a personagem de Glória Menezes, o que frustou alguns fãs.

Quem o interpretava: Mário Gomes, um galã em ascensão que apontava para uma carreira brilhante. Três anos depois, ele era o protagonista da novela seguinte do horário: o jogador de futebol Luca de Vereda Tropical. Aí veio Betty Faria, a paixão dos dois e o declínio de sua história. Na época, a atriz era mulher de Daniel Filho, que não engoliu a traição. Aliado a Carlos Imperial que teve um desentendimento com o ator por causa do cartaz de um filme, o boato ganhou corpo. Ele teria sido visto dando entrada em um hospital após um incidente com uma cenoura... Até uma enfermeira apareceu para testemunhar. Pessoas jogavam cenouras nas ruas em cima do ator. Um horror.

Nunca mais ele conseguiu um grande papel e chegou a cair no ostracismo. É verdade que Perigosas Peruas e Sexo dos Anjos lhe deram uma luz do que ele poderia ter sido, mas a maioria foi de papéis pequenos, quase não lembrados. O estranho é que, só agora, Mário Gomes vá entrar com um processo contra a Rede Globo e Daniel Filho, na época grande executivo da emissora. Realmente não entendo por que demorou tanto e por que resolveu desenterrar essa história agora. Vemos na internet que o boato ainda tem pequena força. Muitos ainda têm dúvidas, muitos ainda juram que foi verdade. Talvez por isso, ele queira deixar as coisas claras. O pedido de indenização é de 45 milhões por danos morais. Acho que dinheiro nenhum paga a nossa paz, mas quem vai desembolsar essa quantia?


O ator, provavelmente insatisfeito com os papéis de migalhas que lhe são dados, como o último em A Favorita onde era o assessor de Romildo Rosa, deve estar querendo algo mais. É fato, no entanto, que a beleza máscula que impressionava há trinta anos se perdeu e o talento do ator pode ter enferrujado. No lugar dele, eu não abriria esse processo agora. Não há como voltar atrás. Mas, quem sabe se faz justiça à memória de um homem.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

E se Lost fosse uma novela da Globo?

Virou sensação na internet um vídeo com uma paródia de como seria Lost se fosse uma novela das oito da Rede Globo. O vídeo logo abaixo é bem divertido e tem alguns atores que seriam ótimos nos papéis. Discordo de alguns apenas.


Fábio Assunção como Sawyer, não sei. Apesar de ter feito um ótimo canalha (Renato Mendes de Celebridade), acho que eu o colocaria como o certinho Jack. Para o golpista eu escalaria Rodrigo Santoro, agora sim em um papel decente.

Ary Fontoura como Locke também não combina muito, eu colocaria Stênio Garcia, por exemplo. Para Ary daria o papel de Bernard, com Zezé Mota fazendo sua Rose.

Daniel Uemura é muito jovem para Jin, mas não lembro de nenhum oriental para colocar no papel. E vocês, o que acham?

sábado, 29 de maio de 2010

Viver a vida - depoimento final

Sei que ano em falta com esse espaço, gostaria de ter escrito uma análise final de Viver a vida e as primeiras impressões de Passione. Sobre a nova novela, ainda vou escrever algo, mas como a trama de Manoel Carlos, graças Deus, já é passado, coloco aqui apenas o depoimento final do capítulo, que foi um dos encerramentos que mais me emocionou nos últimos tempos de telenovelas.

Se você não viu, vale a pena. Se viu, é sempre bom rever...

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Escrito nas estrelas

Está escrito nas estrelas que temática espiritual dá Ibope. Pensando nisso, a nova novela das seis foi mais do que encomendada pela Rede Globo. A escritora Elizabeth Jhin, então, teve que estudar o espiritismo para criar sua nova trama e após uma semana, a novela apresenta bons índices, uma média de 25 pontos, mantendo o de sua antecessora, Cama de Gato. O que é visto como bom pelos executivos da emissora.

Com o início das interferências espirituais, essa média tende a crescer. Mas, não é só disso que se sustenta a novela. Na verdade, a autora de Eterna Magia pegou o gancho em outro tema polêmico: inseminação artificial e problemas éticos ligado à ciência genética. Um morto pode se tornar pai? E mais, uma criança pode ser gerada exclusivamente pela vontade de seu avô biológico que quer ter "seu filho de volta?"

Tudo é muito questionável, polêmico e por isso, gera burburinho. O que é sempre bom para uma telenovela. Particularmente, eu não gostei tanto desse mote, mas fiquei satisfeita com a primeira semana apresentada. A história foi se desenvolvendo bem, com alguns pequenos percalços, mas que na média fazem a gente querer continuar acompanhando a trama.

O primeiro capítulo foi forçado em vários aspectos. A forma como Viviane vai parar no hospital, o primeiro embate dela com Daniel, a forma como ela foi incriminada pelo assalto do pai, a carona no carro do moço, o pacto e o acidente. Parece mesmo escrito nas estrelas, não deu tempo nem da gente respirar. E dá para entender que tem alguma coisa de outras vidas, mas, uma viagem já foi o suficiente para o rapaz passar sua existência espiritual cuidando da moça? Pela doutrina há várias questões aí, principalmente a rapidez com que ele se recuperou e já está perambulando pelo planeta: um mês. Mas, não posso dizer que seja impossível, já que era um rapaz de bom coração e teve o resgate imediato. Resta saber como será a condução do outro lado.

Quanto aos que ficam encarnados. A velha trama de mocinha chantageada pelo golpista e duas vilãs inescrupulosas no seu encalço. Aliás, a criatividade foi tanta que a música tema de Beatriz é a mesma de várias outras peruas de novela. Mas, faz parte do gênero, ainda mais no horário em que se encontra. Outra coisa que chama a atenção pela falta de criatividade é a abertura, simplista e sem muito sentido com o tema. Mas, há coisas boas. O núcleo da médium trambiqueira também é bem construído, mas espero que mediunidade e religião não se resumam a isso. Quem sabe agora temos um centro espírita em uma novela? A favela foi bem representada e interessante a questão do temporal e alagamento tão próximos ao desastre no Rio de Janeiro. Ponto positivo para a produção. Continuando nesse ritmo, Escrito nas Estrelas vai uma daquelas tramas boas de se acompanhar. Tomara.