sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

A Lei e o Crime faz sucesso

Com o sucesso da série da Record, Lei e Crime, Marcílio de Moraes terá que fazer mais sete episódios. Inicialmente com 16 episódios, a série conquistou uma audiência tão boa que a Rede Record se animou e exigiu a ampliação da história que já está sendo cogitada para venda no exterior.

A fórmula parecia arriscada, já que o público têm tido acesso a diversas séries americanas. Neste formato, eles estão muito a frente de nossa teledramaturgia que se especializou em novelas e minisséries. A grande diferença de uma série é o aprimoramento. As histórias parecem mais trabalhadas, com personagens mais bem desenvolvidos e diálogos ágeis e inteligentes. São destinadas a públicos específicos e por isso, podem aprofundar determinados temas e conceitos.

A Lei e o Crime não é nenhum CSI, nem Prison Break, muito menos um 24 horas. Sua história parece absurda, seus diálogos são fracos, seus atores aparecem na corda bamba da interpretação. Mesmo assim, o seriado prende por saber explorar bem os ganchos. A curiosidade faz com que o público volte na próxima segunda-feira querendo saber como aquilo tudo foi acontecer.

A história gira em torno de Nando, que mata o sogro e foge, indo parar no morro carioca, onde se torna dono de uma boca de drogas. Seu cunhado, um policial corrupto promete vingança e segue em sua cola. Enquanto que Catarina, uma socialite que teve o pai assassinado por Nando em um assalto resolve agir contra o crime como delegada de polícia.

Não deixa de ser uma evolução na teledramaturgia brasileira. A Globo já tentou investir em seriados de aventura, na década de 80 tinha Plantão de Polícia e Carga Pesada, nos anos 90 veio A Justiceira, mas parece que a Vênus Platinada prefere manter apenas seus sitcoms como A Grande Família, ou Toma Lá Dá Cá. Quem sabe, a Rede Record esteja abrindo outro formato na televisão aberta do Brasil.

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