
Falando da novela, há ingredientes atraentes na trama, o texto poético de Benedito com o clima rural, a prosa, a viola, o romance ingênuo. O humor inteligente das cidadezinhas do interior. Uma história envolvente. Um elenco afinado, com grandes nomes como Cássia Kiss, Reginaldo Farias, Mauro Mendonça. Enfim, um bom programa para o início da noite. Porém, alguns problemas também são fáceis de apontar.

Em primeiro lugar, a Globo tem que se conscientizar de que novela não dá mais a audiência absoluta de antes. As televisões abertas têm investido bastante, os canais pagos estão cada vez mais frequentes nas casas dos brasileiros e a internet mudou a forma de ver televisão. Muita gente trabalha e assiste o capítulo depois no youtube, myspace ou mesmo no portal Globo.com. Isso é fato.

Além do mais, Paraíso não trouxe nada de novo. Tirando o fato de ser um remake de uma novela de 1982, ela traz em sua trama aspectos muito parecidos com as demais de Benedito Ruy Barbosa (Pantanal, Cabocla, Sinhá Moça e Renascer principalmente). Fora a questão da Santinha que lembra muito a recente Desejo Proibido. O público desse horário já demonstrou cansaço em relação a esses temas.
O horário das 18h vem com dificuldades há muito tempo, apenas Walcyr Carrasco conseguiu sucesso com suas tramas ligadas ao espiritualismo. Talvez, seja um indício para a emissora investir mais nesse tema. Afinal, uma das novelas mais lembradas, já reprisada três vezes com sucesso foi A Viagem, de Ivani Ribeiro.
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